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Psicóloga de 27 anos morre após passar mal durante ressonância

Psicóloga Bruna Nunes de Faria teve dois AVCs há pouco mais de um mês e passava por série de exames para descobrir a causa

24/12/2022 08:54, atualizado 24/12/2022 09:30
Reprodução/Instagram
imagem colorida de mulher sorrindo usando boné, colar e roupa verde- Metrópoles

Uma psicóloga de 27 anos morreu em uma clínica de Goiânia (GO) após passar mal durante exame de ressonância magnética. O caso aconteceu na quarta-feira (21/12). Bruna Nunes de Faria teve dois AVCs (Acidente Vascular Cerebral) há pouco mais de um mês e passava por série de exames para descobrir a causa.

A mãe da psicóloga, a professora de educação física Jane Alves de Souza, denunciou a falta de preparo para o socorro da filha.

“Na hora que aplicou o contraste, ela falou assim: ‘Estou passando mal’, e começou a tossir. Eles a tiraram rápido, no colo. Eu fui junto para esse quartinho com ela e falei: ‘Pelo amor de Deus, o que está acontecendo com a minha filha?’. E já veio uma moça e aplicou uma injeção nela, e ela [Bruna] falou: ‘Estou sem ar’. Foi a última palavra que ela falou”, disse Jane ao G1 Goiás.

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Segundo a mãe de Bruna, não havia uma equipe médica de prontidão nem equipamentos para reverter a situação.

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“Se eles sabiam que existia essa possibilidade de reação ao contraste, tinha que ter todo o aparato para salvar ela. Tinha que ter um oxigênio. Tinha que ter uma maca preparada. Eles fizeram os primeiros socorros, mas a ambulância chegou em 20 minutos, ela já estava roxa”, acrescentou Jane.

Bruna fez o exame no Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI) Unidade II, que fica na Avenida Portugal, no Setor Marista.

Também ao G1, a defesa da clínica informou, em nota, que há dois grupos distintos operando sob o nome CDI. Um sob responsabilidade dos médicos Luiz Rassi Júnior e Colandy Nunes Dourado e outro sob o comando dos médicos Ary Monteiro Daher e Adriana Maria Monteiro, sendo que o procedimento que a jovem realizou faz parte dos serviços prestados pela equipe chefiada por Ary e Adriana. Os grupos estão em fase final de separação judicial.

Veja a nota enviada ao G1 pelo advogado do médico Ary Monteiro:

“Aguardaremos o resultado do laudo que vai determinar a causa da fatalidade, mas, desde já, nos solidarizamos com os familiares e amigos da paciente e seguimos à disposição para prestar toda a assistência necessária. Reforçamos que em nossos exames são adotados elevados padrões de segurança, com acreditação em grau máximo e procedimentos certificados pelas autoridades do setor, sempre buscando garantir o bem-estar e a saúde de nossos pacientes, valores que sempre fizeram parte da história da clínica”.

A Polícia Civil de Goiás investiga o caso e a causa da morte de Bruna.

A psicóloga nasceu em Bonfinópolis, onde foi velada e enterrada na quinta-feira (22/12). Ela trabalhava como psicóloga da Prefeitura de Silvânia (GO).