Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Professora diz que morte de bebê de 2 anos foi "justiça divina"

Os pais de Sofia Lara procuraram a polícia em busca de informações sobre como podem denunciar Denise Oliveira

25/01/2017 16:47
Compartilhar notícia
Professora diz que morte de bebê de 2 anos foi “justiça divina”
Professora diz que morte de bebê de 2 anos foi “justiça divina”

Um comentário de uma professora da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro viralizou após ela ter publicado, no Facebook, que a morte de Sofia Lara, 2 anos, foi “justiça divina”. A criança morreu após ser vítima de uma bala perdida no último sábado (21/1).

Na postagem, Denise Oliveira afirma que o pai da menina faz parte do 41º Batalhão de Polícia Militar, no qual eram lotados policiais que participaram da morte de cinco jovens na capital carioca em novembro de 2015.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters
“Ontem a dor de uma família, hoje a dor é na sua família”, escreveu. Além de ter revoltado muita gente, a mulher pode responder criminalmente pelas opiniões. De acordo com o Extra, os pais de Sofia foram até a Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) nesta quarta-feira (25/1) para buscar informações sobre como podem denunciar a professora.

“Perdi minha filha e ainda tenho que passar por isso, ler essas coisas. Porque assim, eu vou ser muito sincera com você: não estou com tanto ódio do bandido (que disparou a bala perdida que atingiu Sofia). Ele não pensou: “vou matar uma criança”. Mas essa mulher riu de uma criança morta”, disse a mãe da garota, Hérica Fernandes.

Reprodução
A professora retirou seu perfil da rede social após a repercussão do caso

Denise ainda tentou se desculpar, alegando que, por não ser mãe, não tem como entender a dor. Ainda assim, Hérica espera que ela pague na Justiça pelo que escreveu. O pai da criança, Felipe Fernandes, nem sequer fazia parte do batalhão citado por Denise. “Ela estava denegrindo, de certa forma, a imagem da instituição Polícia Militar. Não pode generalizar o erro, ou não, de colegas”, afirmou ele.

A Secretaria Estadual de Educação deve abrir uma sindicância para apurar os atos de Denise Oliveira. Ela ficará afastada do cargo durante a investigação. Procurada, a professora afirmou que não teve a intenção de ofender ninguém.