Procuradora agredida em SP temia comportamento de colega: “Tinha medo”

Gabriela Samadello foi brutalmente espancada por colega de trabalho na prefeitura de Registro, em São Paulo

atualizado 22/06/2022 12:15

procuradora espancada agredida registro sao pauloReprodução

A procuradora Gabriela Samadello Monteiro de Barros, espancada pelo procurador Demétrius Oliveira Macedo na prefeitura de Registro, em São Paulo, afirmou que tinha medo de ser agredida pelo colega de trabalho.

O caso ocorreu no fim da tarde de segunda-feira (20/6). Em imagens registradas por funcionários, Demétrius aparece dando socos, chutes e uma cotovelada no rosto da procuradora.

Veja o vídeo:

Em entrevista à TV Tribuna, Gabriela confessou que temia o comportamento agressivo do procurador. “Eu tinha medo, sim. Tinha medo de que fosse acontecer isso, mas não imaginava que pudesse ocorrer violência física. Achava que seria um bate-boca, uma discussão”, frisou.

A agressão teria sido motivada por um processo administrativo contra o servidor, sob a alegação de que ele apresenta comportamento ruim no ambiente de trabalho, conforme boletim de ocorrência ao qual o G1 Santos e Região teve acesso. Gabriela ficou com o rosto ensanguentado depois de receber os golpes.

No vídeo, Demétrius dá socos no rosto da procuradora, que tenta se proteger enquanto grita por socorro. Ele ainda a xinga de “puta” e “vagabunda do caralho”. Outras mulheres que trabalham no local tentaram conter e segurar o homem, que empurra uma delas contra a porta com força.

“Foi exposta a minha dignidade como mulher, fui desrespeitada como servidora pública. Foi um desrespeito brutal da minha personalidade como mulher”, declarou Gabriela.

Repúdio

Em nota, a prefeitura de Registro (SP) informou que manifesta o mais absoluto e profundo repúdio aos brutais atos de violência realizados pelo procurador municipal. “Que a vítima e sua família recebam toda nossa solidariedade, apoio e cada palavra de conforto e acolhimento”, pontuou o órgão, em nota.

A administração municipal ainda determinou a imediata suspensão do agressor, com prejuízo no salário dele, a partir de 21 de junho.

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