Procurador e OAB afirmam que reitor encontrado morto foi injustiçado
Luiz Carlos Cancellier teria sido vítima de abuso de autoridade, segundo o chefe da Procuradoria-Geral de Santa Catarina

O procurador-geral de Santa Catarina, João dos Passos Martins Neto, lamentou a morte do reitor afastado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancellier de Olivo, cujo corpo foi encontrado nesta segunda-feira (2/10) no Beiramar Shopping, em Florianópolis. A principal suspeita é de que Luiz Carlos tenha cometido suicídio.
Em nota, o procurador pediu que o caso seja investigado e afirmou que o colega foi vítima de abuso de autoridade.
“A tragédia de sua partida ocorre sob condições revoltantes. As informações disponíveis indicam que Cancellier padeceu sob o abuso de autoridade, seja em relação ao decreto de prisão temporária contra si expedido, seja em relação à imposição de afastamento do exercício do mandato, causas eficientes do dano psicológico que o levaram a tirar a própria vida. Por isso, respeitado o devido processo legal, é indispensável a apuração das responsabilidades civis, criminais e administrativas das autoridades policiais e judiciárias envolvidas”, disse Martins Neto.

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Ver todasA Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina (OAB-SC) também emitiu uma nota de pesar e afirmou que o reitor foi tratado com injustiça. A instituição criticou a forma como as prisões preventivas são feitas no país.
“É chegada a hora da sociedade brasileira e da comunidade jurídica debaterem seriamente a forma espetacular e midiática como são realizadas as prisões provisórias no Brasil, antes sequer da oitiva dos envolvidos, que dirá da sua defesa”, lamentou a OAB.


