Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Princesa brasileira reclama de "politicagem" em tragédia de Petrópolis

Patrícia Alvim, mulher do chefe da família imperial do Brasil, disse ter feito doações, mas que pode "fazer mais" denunciando omissões

21/02/2022 19:47, atualizado 22/02/2022 11:18
Reprodução/Redes Sociais
Princesa Patrícia Alvin e D. Pedro V

Em meio aos recentes questionamentos sobre a cobrança do laudêmio, mais conhecido como “imposto do príncipe” que incide sobre a venda de imóveis em Petrópolis (RJ), a princesa Patrícia Alvim de Orleans e Bragança, esposa do chefe da família imperial do Brasil, dom Pedro V, Carlos de Orleans e Bragança, divulgou uma carta por meio das redes sociais na qual ela informa ter feito doações, junto com o marido, e reclama da “politicagem” em meio à tragédia das chuvas no município fluminense.

Segundo ela, a família pode “fazer mais” se dedicando a esclarecer as “ineficiências” na aplicação de recursos, além dos “problemas e omissões de cunho político”.

“A solidariedade dos brasileiros é gigantesca. Meu marido e eu fizemos nossas contribuições, mas sinto que podemos fazer mais, esclarecendo as ineficiências”, escreveu a princesa, que não especificando a quantia doada pelo casal.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

“Desejo do fundo do meu coração, que está bem sofrido e angustiado, que a ‘politicagem’ não se sobreponha à compaixão, empatia e amor aos sofridos de nossa cidade. Espero que Deus toque o coração dos que tem o poder de administrar as verbas recebidas e as utilizem em benefício do povo. Faz-se necessária a atenção de todos nós quanto a isso”, destacou a princesa, na carta endereçada à historiadora Astrid Bodstein, uma das principais pesquisadoras de monarquias do país.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

O texto foi divulgado pela própria família Orleans e Bragança em uma conta no Instagram.

Patrícia Alvim tornou-se princesa imperial em agosto de 2018, ao se casar com D. Pedro V. Na carta, ela crítica os desastres recorrentes em Petrópolis desde 1988.

Leia a íntegra da carta divulgada pela princesa Patrícia Alvim:

“Estamos passando por um momento de luto em nossa querida Petrópolis. Infelizmente não foi o primeiro e não será o último, se nossos governantes continuarem a desvalorizar o sofrimento dos petropolitanos. Acompanho esses deslizamentos e enchentes desde 1988. Os ciclos desses desastres ocorrem em Petrópolis aproximadamente a cada década.

Acompanho há vinte e quatro anos os mesmos problemas e omissões de cunho político. Fico muito triste em saber que em grande parte esses riscos poderiam ser evitados, se as verbas recebidas após outras tragédias na cidade, tivessem sido usadas para realizar sistemas de contenção e de drenagem adequados a cada parte do município. Regulamentação do uso e ocupação das terras, com menos custo ações de planejamento por parte da Prefeitura Petropolitana.

A cada desastre, os mesmos políticos com suas promessas de verbas públicas. Não se sabe muito bem qual será o destino delas e quais serão as populações beneficiadas. Isso precisa ter um fim.

A solidariedade dos brasileiros é gigantesca. Meu marido e eu fizemos nossas contribuições, mas sinto que podemos fazer mais, esclarecendo as ineficiências…

Nossas famílias estão protegidas. Nada nos aconteceu fisicamente, mas temos pessoas próximas como colegas de trabalho, pacientes de comunidades onde trabalhei como enfermeira de família, funcionários e amigos que foram afetados diretamente com essa calamidade, e não menos, os desconhecidos que nos fazem sofrer tanto quanto a qualquer um.

Desejo do fundo do meu coração, que está bem sofrido e angustiado, que a ‘POLITICAGEM’ não se sobreponha a compaixão, empatia e amor aos sofridos de nossa cidade. Espero que Deus toque o coração dos que tem o poder de administrar as verbas recebidas e as utilizem em benefício do povo. Faz-se necessário a atenção de todos nós quanto a isso.

Que Deus proteja o povo brasileiro em geral e em particular, os petropolitanos 👑🔰”.

Princesa brasileira reclama de “politicagem” em tragédia de Petrópolis - destaque galeria
13 imagens
Estoque da loja foi 100% destruído
Água chegou a 3 metros no depósito do estabelecimento
Forte chuva que assolou Petrópolis fez livraria perder 50% do estoque
Livraria Nobel ocupa o ponto há 20 anos
Amauri Madeira, dono da livraria, diz que dependerá da ajuda das editoras e dos moradores locais
Livraria Nobel na última terça-feira (15/2)
1 de 13

Livraria Nobel na última terça-feira (15/2)

Arquivo pessoal
Estoque da loja foi 100% destruído
2 de 13

Estoque da loja foi 100% destruído

Arquivo pessoal
Água chegou a 3 metros no depósito do estabelecimento
3 de 13

Água chegou a 3 metros no depósito do estabelecimento

Arquivo pessoal
Forte chuva que assolou Petrópolis fez livraria perder 50% do estoque
4 de 13

Forte chuva que assolou Petrópolis fez livraria perder 50% do estoque

Foto: Aline Massuca/Metrópoles
Livraria Nobel ocupa o ponto há 20 anos
5 de 13

Livraria Nobel ocupa o ponto há 20 anos

Foto: Aline Massuca/Metrópoles
Amauri Madeira, dono da livraria, diz que dependerá da ajuda das editoras e dos moradores locais
6 de 13

Amauri Madeira, dono da livraria, diz que dependerá da ajuda das editoras e dos moradores locais

Foto: Aline Massuca/Metrópoles
Nobel perde 50% dos produtos
7 de 13

Nobel perde 50% dos produtos

Foto: Aline Massuca/Metrópoles
Forte chuva que assolou Petrópolis na última terça-feira (15/2) fez livraria perde 50% do estoque
8 de 13

Forte chuva que assolou Petrópolis na última terça-feira (15/2) fez livraria perde 50% do estoque

Foto: Aline Massuca/Metrópoles
Livraria que existe há mais de 20 anos na cidade perdeu mais de 15 mil obras
9 de 13

Livraria que existe há mais de 20 anos na cidade perdeu mais de 15 mil obras

Foto: Aline Massuca/Metrópoles
Livraria que existia há mais de 20 anos na cidade perdeu mais de 15 mil obras
10 de 13

Livraria que existia há mais de 20 anos na cidade perdeu mais de 15 mil obras

Foto: Aline Massuca/Metrópoles
Livros acadêmicos estão no meio da pilha que vai direto para o lixo
11 de 13

Livros acadêmicos estão no meio da pilha que vai direto para o lixo

Foto: Aline Massuca/Metrópoles
Parte administrativa da livraria também ficava no subsolo
12 de 13

Parte administrativa da livraria também ficava no subsolo

Foto: Aline Massuca/Metrópoles
Em 15 minutos, todo o depósito foi completamente inundado
13 de 13

Em 15 minutos, todo o depósito foi completamente inundado

Foto: Aline Massuca/Metrópoles