*
 

Enviada especial a Curitiba – Por volta das 11h30 deste domingo (8/4), o almoço foi servido aos presos na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR). No cardápio do ex-presidente Lula (PT), uma marmita comum, com arroz, feijão, carne e salada.

Mais cedo, no café da manhã, a refeição foi pão com manteiga e um copo de café com leite. Em nota, o PT disse que Lula dormiu tranquilamente e continua “sereno”. O jantar é servido por volta das 18h.

Do lado de fora, a 100 metros de distância da sede da PF, onde Lula está cumprindo sua pena de 12 anos e 1 mês pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, militantes apoiadores do petista preparam o almoço em acampamentos improvisados. Arroz, feijão, macarrão, batata-doce, abóbora e carne abastecem a cozinha instalada no meio da rua.

Uma decisão judicial impede a entrada de manifestantes, sejam contrários ou a favor da prisão de Lula. Somente profissionais da imprensa podem se aproximar. Ainda assim, o policiamento em torno do prédio é reforçado. Isso porque, na noite de sábado (7), houve confronto e pelo menos oito pessoas ficaram feridas e precisaram de atendimento médico.

Confronto e pessoas feridas
Pouco depois das 22h, uma confusão aconteceu enquanto o ex-presidente dava entrada no edifício para o início do cumprimento de sua pena, conforme determinação do juiz Sérgio Moro.

Segundo a Polícia Militar curitibana, apoiadores do petista teriam forçado os portões da sede da Polícia Federal na capital paranaense, levando os soldados a reagir. A tropa de choque, então, disparou contra a multidão, usando munição não letal – balas de borracha. Várias pessoas foram atingidas e tiveram ferimentos. No momento da ocorrência, cerca de 400 apoiadores do PT estavam no local. Além da tropa de choque, homens do Batalhão de Trânsito também atuavam na separação dos partidários do ex-presidente Lula e seus opositores.

“Não houve força excessiva. Os manifestantes jogaram uma primeira bomba e, então, a PF jogou uma bomba em resposta. O choque respondeu”, informou o tenente-coronel Mário Henrique do Carmo, do 20º Batalhão, responsável pelo policiamento na região. Ele, contudo, admite que as polícias estavam desorganizadas e isso contribuiu para a situação.

Para dispersar a multidão, a Polícia Militar também fez uso de bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo.