Previdência: “Eleição e votação só depois de apuração”, diz Alcolumbre

Presidente do Senado crê que reforma da equipe de Jair Bolsonaro (PSL) será aprovada com tranquilidade, mas não arrisca número de apoiadores

Daniel Ferreira/MetrópolesDaniel Ferreira/Metrópoles

atualizado 22/02/2019 11:53

A depender do otimismo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), a aprovação da reforma da Previdência será tarefa fácil na Casa. Como a equipe econômica de Jair Bolsonaro (PSL) tem costurado as negociações, ele acredita que o texto deve ter o apoio da maioria dos 83 senadores.

Alcolumbre é cauteloso, no entanto, ao comentar sobre o número de votos. “Eleição e votação só depois de apuração. Não sei quantos são hoje, mas seguramente a maioria dos senadores quer votar a reforma”, destacou durante café da manhã com jornalistas na residência oficial do Senado, em Brasília.

Mesmo com o rescaldo da crise provocada pelo escândalo das candidaturas laranja do PSL e do desgaste político com a demissão do ex-ministro Gustavo Bebianno, Alcolumbre não vê dificuldades para o governo. “Na reforma passada, era muita gente batendo. Agora, parece que o Brasil percebeu a necessidade dela. Temos que fazer, se não daqui a pouco não tem aposentadoria para ninguém”, concluiu.

O presidente do Senado destacou que o troca-troca por votos não deve ser percebido agora. “São 350 deputados novos. A lógica mudou. O parlamentar não pode dizer que vai votar só se tiver ministério, é um modelo novo e os partidos estão se adequando”, avisou.

Parceira
Alcolumbre tenta costurar uma parceria com a Câmara dos Deputados. A intenção do presidente do Senado é que o texto chegue o mais pronto possível na Casa para ser apreciado no plenário de forma rápida. O desejo do Palácio do Planalto é conseguir a aprovação do texto no Congresso antes do recesso de julho.

Entre os nomes cogitados para a comissão especial que tratará da reforma, são cotados os senadores Cid Gomes (PDT-CE) e Otto Alencar (PSD-BA). Tasso Jereissati (PSDB-CE) pode ser escolhido para presidente ou relator.

Com a prioridade voltada para a reforma da Previdência, o pacote anticrime do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que altera 14 leis, deve ficar em segundo plano. “Eu disse isso a ele quando me entregou o projeto”, lembrou.

Últimas notícias