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Brasil

"Prévia do PIB" avança 0,3% em agosto, diz Banco Central

Dados foram divulgados nesta sexta-feira (16/10) pelo Banco Central (BC)

16/10/2026 09:13, atualizado 16/10/2026 09:24
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
“Prévia do PIB” avança 0,3% em agosto, diz Banco Central

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), subiu 0,3% em agosto na comparação com julho. Os dados foram divulgados pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira (16/10).

A indústria avançou 0,9%, e serviços, 0,2%. Já o setor de agropecuária encolheu 1,8%.

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Em julho, na comparação com junho, houve queda de 0,2%. No trimestre encerrado em agosto (junho, julho, agosto), no entanto, houve recuo de 0,6%.

Para chegar ao resultado, o Banco Central fez ajuste sazonal (cálculo que remove as flutuações sazonais de uma série temporal para comparar períodos diferentes).

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Entenda o IBC-Br, a “prévia do PIB”

  • O indicador é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto.
  • O IBC-Br incorpora estimativas de crescimento para os setores agropecuário, industrial e de serviços. O cálculo é feito com ajuste sazonal, o que permite comparar períodos diferentes.
  • IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo Banco Central para definir a taxa básica de juros do país, a Selic.
    PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país.
  • Uma alta significa que a economia está crescendo em ritmo bom, enquanto um recuo implica encolhimento da produção econômica da nação.

Na comparação com agosto do ano passado, o IBC-Br teve elevação de 1,2%. Em 12 meses, o indicador do BC apresentou aumento de 1,6%. No ano, a chamada “prévia do PIB” registrou expansão de 1,6%. Todas essas variações foram calculadas sem ajustes sazonais.

PIB tende a desacelerar em 2026

Parte das projeções para o PIB de 2026 indicam desaceleração na economia devido aos juros altos e ao atual patamar da inflação, fatores que seguem preocupando a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em 2025, a economia avançou 2,3%. O governo federal esperava repetição do desempenho, mas já revisou a projeção para 2%.

O anúncio da mudança na projeção veio após a divulgação do resultado do PIB do segundo trimestre deste ano, que teve alta de 0,5%, o que representa desaceleração frente ao trimestre anterior, quando houve avanço de 1,1%. O dado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no dia 1º de setembro.

O Banco Central, bancos e outras instituições financeiras têm outras projeções. Elas partem de 1,8%, em sua maioria.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para baixo, no último dia 13, as expectativas para a economia brasileira e passou a projetar crescimento de 2,2% do PIB em 2026.

O cálculo oficial do crescimento da economia é feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O resultado é divulgado a cada trimestre e não permite comparações com o IBC-Br porque as metodologias são diferentes.

No entanto, a “prévia do PIB”, por ter divulgação mensal, é um termômetro importante acompanhado por economistas para indicar em intervalos mais curtos os rumos da economia.