Preso por jogo do bicho, ex-chefe da PCRJ Allan Turnowski é solto

Allan Turnowski deixou prisão em Niterói após liminar da Justiça, mas seguirá restrições como entrega de passaporte e proibição de contatos

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Allan Turnowski - Metrópoles
1 de 1 Allan Turnowski - Metrópoles - Foto: Divulgação/PCRJ

O delegado Allan Turnowski, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, deixou a prisão nesta terça-feira (17/6), após determinação do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ). Ele estava detido desde o último dia 6 maio deste ano, acusado de envolvimento com o jogo do bicho.

A decisão foi assinada pelo desembargador Marcius da Costa Ferreira, da Sétima Câmara Criminal. O magistrado estabeleceu que o delegado só poderá responder ao processo em liberdade caso siga uma série de medidas cautelares. Entre elas, a entrega do passaporte à Justiça e a proibição de deixar o país.

Turnowski também está impedido de entrar em unidades da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança Pública do Rio, além de não poder manter contato com os demais investigados no caso.

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Delegado Turnowski já esteve a frente da Polícia Civil duas vezes
Allan Turnowski foi preso em operação do Ministério Público do Rio de Janeiro
Secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Allan Turnowski
Cláudio Castro buscará destacar os resultados de Allan Turnowski à frente da Secretaria de Polícia Civil como uma vitrine eleitoral
Allan Turnowski foi secretário da Polícia Civil
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Delegado Turnowski já esteve a frente da Polícia Civil duas vezes

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Allan Turnowski foi preso em operação do Ministério Público do Rio de Janeiro
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Cláudio Castro buscará destacar os resultados de Allan Turnowski à frente da Secretaria de Polícia Civil como uma vitrine eleitoral
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Cláudio Castro buscará destacar os resultados de Allan Turnowski à frente da Secretaria de Polícia Civil como uma vitrine eleitoral

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Allan Turnowski foi secretário da Polícia Civil
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Allan Turnowski foi secretário da Polícia Civil

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O desembargador argumentou que Turnowski tem colaborado com as investigações e não apresenta, até o momento, comportamento que indique tentativa de obstrução.

“Não houve qualquer registro nos autos que demonstre intenção de atrapalhar as apurações”, afirmou na decisão. Ele também destacou que os crimes atribuídos a Turnowski, apesar da gravidade, não envolvem uso de violência.

“Vale registrar, ademais, que os crimes imputados ao paciente, embora sejam graves e possam estar conexos a outros de natureza diversa, foram cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa. Diante disso, defiro o pedido liminar, determinando a imediata liberdade do paciente até o julgamento final do habeas corpus”, diz trecho da decisão.

Quem é Allan Turnowski

O delegado Allan Turnowski, de 54 anos, foi preso sob suspeita de envolvimento com o jogo do bicho. Ele já comandou a Polícia Civil do Rio de Janeiro em duas ocasiões.

Defensor do que chama de “tolerância zero” na segurança pública, Turnowski deixou o cargo de chefe da Polícia Civil no início do ano para disputar uma vaga de deputado federal, com apoio do governador Cláudio Castro. Filiou-se ao Partido Liberal (PL) para concorrer nas eleições.

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, o delegado é suspeito de receber propina de operadores do jogo do bicho e de ter planejado o assassinato do contraventor Rogério de Andrade.

Sua última gestão à frente da Polícia Civil começou em 2020, período marcado pela ação policial mais letal da história do estado: a operação no Jacarezinho, que resultou em 28 mortos, em maio de 2021. Turnowski sempre defendeu a legitimidade da ação e chegou a usá-la como exemplo durante sua campanha eleitoral.

Chefia antiga

Turnowski comandou a Polícia Civil entre 2009 e 2011, quando coordenou a retomada do Complexo do Alemão. Foi durante essa gestão que ocorreu a famosa cena transmitida ao vivo na TV, mostrando traficantes fugindo em massa da Vila Cruzeiro após a ocupação policial.

Em 2019, Turnowski foi homenageado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) com a Medalha Tiradentes, por iniciativa do deputado Anderson Moraes. No documento que justificou a homenagem, ele foi apontado como responsável pelas principais operações policiais do estado na primeira década dos anos 2000. Entre 2003 e 2009, Turnowski coordenou todas as delegacias especializadas do Rio.

Outras investigações

Esta não é a primeira vez que uma investigação impacta a carreira de Turnowski. Em 2011, ele deixou a chefia da Polícia Civil após a deflagração da Operação Guilhotina, da Polícia Federal. A ação levou à prisão de policiais civis e militares acusados de vazar informações para traficantes, milicianos e integrantes do jogo do bicho.

No ano seguinte, em 2012, Turnowski também se afastou temporariamente da Polícia Civil ao tirar uma licença para atuar na Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) do Rio.

Ao longo de sua trajetória em cargos de destaque na segurança pública, o delegado acumula pelo menos 30 condecorações, entre moções de aplauso, títulos de cidadão e medalhas.

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