Presidente do TCU diz que liquidação do Master é "fato consumado", mas BC será fiscalizado
Vital do Rêgo disse ao Metrópoles que o BC é responsável por determinar liquidação de bancos, e cabe ao TCU fiscalizar atos do órgão

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, disse que a liquidação do Banco Master é um “fato consumado”. Vital do Rêgo ressaltou que faz parte das atribuições do Banco Central decidir sobre o tema, mas enfatizou que a Corte fiscalizará o ato porque é prerrogativa do tribunal.
Vital do Rêgo afirmou ao Metrópoles que houve “espetacularização” do caso específico, mas trata-se de um processo comum às atribuições da Corte, responsável por fiscalizar agências. O presidente declarou que caberá ao relator, ministro Jhonatan de Jesus, analisar se vai paralisar ou não a inspeção no Banco Central após a autoridade monetária recorrer da decisão.
“A fiscalização nós faremos à luz do artigo 70 da Constituição Federal. Está lá escrito que o TCU tem responsabilidade fiscalizatória sobre a administração direta e indireta e autarquias. Isso nós fazemos. Houve uma espetacularização desse processo, mas é um processo comum. O Banco Central, que é uma agência reguladora do mercado financeiro, tem o direito de liquidar qualquer banco, desde que haja uma manifesta irregularidade. E cabe ao TCU fiscalizar se essa agência reguladora agiu de acordo com a lei”, afirmou.

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Ver todasVital do Rêgo defendeu as atribuições do TCU de analisar os elementos que levaram o BC a liquidar o banco. O presidente disse que tem atuado para reforçar o equilíbrio do processo e enfatizar as prerrogativas do tribunal no caso, mas afirma que não atua no mérito.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA determinação de inspeção no Banco Central gerou críticas por parte do setor e da sociedade civil organizada. A Frente Parlamentar de Comércio e Serviços (FCS), em conjunto com a União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (UNECS), que divulgaram nota pública conjunta manifestando preocupação institucional com “iniciativas que sinalizem interferência externa nas atribuições legais, técnicas e regulatórias do Banco Central do Brasil, especialmente em processos de supervisão e resolução do sistema financeiro”.
Na mesma linha, a Associação Nacional dos Auditores do Banco Central do Brasil (ANBCB) diz que os desdobramentos do chamado caso Master “expuseram uma inflexão institucional preocupante ao deslocar o Banco Central do Brasil, autoridade monetária e reguladora do sistema financeiro nacional, para uma posição ambígua, próxima à de objeto de suspeição”.







