"Presidente achou importante mudança de perfil na Saúde", diz Nísia
Nísia Trindade será substituída na pasta da Saúde pelo ministro Alexandre Padilha, hoje à frente da Secretaria de Relações Institucionais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) justificou a troca de Nísia Trindade por Alexandre Padilha no Ministério da Saúde com o intuito de realizar uma “mudança de perfil” à frente da pasta. A informação foi confirmada pela própria ministra, durante conversa com jornalistas, nesta quarta-feira (26/2).
“Depois da conversa com o presidente, tem o tom dele me comunicar a sua avaliação, desse segundo momento do governo, vamos dizer assim, e que ele achava importante uma mudança de perfil à frente do Ministério da Saúde, me agradecendo pelo trabalho realizado”, disse Nísia Trindade.

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Frequência de envio: Diário
Ver todas“O presidente entende que as dimensões técnico/políticas, no meu entendimento do que ele relatou, são importantes neste momento. O que eu disse para ele: ele é um técnico de um time. Faz parte da vivência de cada governo a troca de ministros. Isso nada depõe em relação ao meu trabalho”, pontuou a ministra.
Segundo o Palácio do Planalto, Nísia Trindade fica no cargo até 6 de março, quando Alexandre Padilha, atual ministro das Relações Institucionais, retornará ao comando do Ministério da Saúde, posto que ocupou durante o governo de Dilma Rousseff (PT).
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA gestão de Nísia Trindade foi marcada por diferentes crises, que culminaram na demissão dela. No primeiro ano de mandato, o Ministério da Saúde não conseguiu reduzir o número de mortes de indígenas da etnia Yanomami, alvos da ação de garimpeiros, em Roraima. O governo chegou a decretar emergência de saúde pública na região.
Já em 2024, a pasta sofreu com desgaste em decorrência do alto número de casos de dengue. O país ultrapassou a marca dos 6,6 milhões de casos da doença, o maior índice da história.
No final do ano passado, o Metrópoles, na coluna do Tácio Lorran, mostrou que a pasta de Nísia incinerou 10,9 milhões de vacinas com o prazo de validade expirado. A maior perda foi de imunizantes da Covid-19.
A ministra também era alvo frequente de críticas por parte de senadores e deputados federais, que relataram dificuldade de interlocução com Nísia Trindade. A insatisfação ocorre porque a pasta recebe 50% das emendas individuais dos parlamentares, dinheiro esse que é destinado para o reduto eleitoral dos políticos.



