Prefeito de NY chama Bolsonaro de “perigoso”, “homofóbico” e “racista”

Bill de Blasio pediu, ainda, que o museu de História Natural não aceite realizar evento em homenagem ao presidente

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 13/04/2019 9:41

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, afirmou na noite de sexta-feira (12/4) que está atuando para evitar que o Museu Americano de História Natural, situado em Manhattan, cancele o evento de premiação da Câmara Brasileira de Comércio nos Estados Unidos em que o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), será homenageado como “pessoa do ano”. O evento está marcado para ocorrer no dia 14 de maio.

Em entrevista na sexta-feira à noite a uma rádio local, de Blasio ainda afirmou que Bolsonaro é uma figura perigosa. “Ele é um ser humano muito perigoso. Eu certamente faço um apelo ao Museu para que ele não seja recebido lá”, disse à rádio WNYC.

“Se estamos falando de uma instituição financiada com dinheiro público e de alguém que está fazendo algo destrutivo, fico desconfortável com a situação”, afirmou.

O prefeito novaiorquino citou como exemplo do “perigo” a intenção de Bolsonaro em “desenvolver” a floresta amazônica, o que poderia, conforme de Blasio, colocar todo o planeta em risco. De Blasio ainda afirmou que Bolsonaro pratica “homofobia” e “racismo evidente”.

Após uma onda de comentários negativos, o perfil oficial do Museu afirmou na quinta-feira (11) que estava “profundamente preocupado e que está explorando alternativas”.

Na sexta-feira, contudo, um porta-voz mudou o tom. “Este é um evento privado que, de maneira nenhuma, reflete a posição do Museu de que é urgente conservar a floresta Amazônica”, disse, sem deixar claro o que acontecerá com a cerimônia.

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