Prefeito de Catalão, em Goiás, recebe alta após se curar da Covid-19
Adib Elias, que está licenciado do cargo, estava internado em São Paulo desde 11 de janeiro, quando seu quadro de saúde se agravou
atualizado
Compartilhar notícia

O prefeito licenciado de Catalão, no sul goiano, Adib Elias (PODE), recebeu alta nessa quarta-feira (3/2) do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O político goiano estava internado desde o último dia 11 de janeiro na capital paulista sob responsabilidade do médico Roberto Kalil para tratar um quadro de Covid-19.
Adib Elias foi transferido de Goiás para São Paulo após agravamento do quadro. Ele chegou a ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Sírio-Libanês. Felizmente, o prefeito apresentou evolução e recuperou-se gradativamente do quadro da infecção.
Na quarta, após passar por uma bateria de exames e ser avaliado pela equipe médica, ele foi liberado para alta. Por enquanto, não há previsão de retorno do prefeito para as atividades no município goiano. De acordo com a família, ele ainda passará um tempo em recuperação, seguindo procedimentos fisioterápicos.
Adib Elias é bastante conhecido no universo político goiano, tendo passado boa parte de sua carreira nos quadros do MDB. Na última campanha para o governo estadual se aproximou do grupo do atual governador, Ronaldo Caiado (DEM), tendo, inclusive, trabalhado para sua eleição
. Já foi deputado estadual por alguns mandatos e também já administrou a cidade de Catalão em mais de uma oportunidade. Ele, inclusive, fez parte do grupo político tradicional de Iris Rezende (MDB, ex-prefeito da capital, ex-senador e ex-governador) e Maguito Vilela, este último vitimado pela Covid-19 recentemente.
Maguito
Entre o fim do ano passado e início deste, o caso do prefeito eleito de Goiânia, Maguito Vilela (MDB), emocionou o país. Político tradicional no estado, onde foi vereador, deputado estadual, deputado federal, senador, governador, prefeito de Aparecida de Goiânia e eleito prefeito da capital, ele se contaminou com coronavírus ainda durante a campanha eleitoral.
Diagnosticado com Covid-19 em 20 de outubro, ele foi transferido para São Paulo uma semana depois, após agravamento do quadro. Toda a campanha do segundo turno foi tocada pelo candidato a vice, Rogério Cruz (Republicanos), com Maguito internado. A vitória nas urnas veio também com o emedebista no hospital.
Mesmo após ter sido confirmado sem a presença do coronavírus no organismo, já no início do dezembro, o político não conseguiu se recuperar das sequelas, com seguidas melhoras e pioras no quadro de saúde. No dia 13 de janeiro, ele não resistiu mais e morreu. Maguito tinha perdido duas irmãs para a Covid-19.
