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Brasil

Pré-candidato ao governo do RJ, Witzel se filia ao Democracia Cristã

Ex-governador do Rio pediu "nova chance" ao eleitorado e disse que candidatura não é "aventura política". Wilson Witzel foi cassado em 2021

19/02/2026 21:19, atualizado 19/02/2026 21:25
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Pré-candidato ao governo do RJ, Witzel se filia ao Democracia Cristã

O ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel anunciou, nesta quinta-feira (19/2), que vai se filiar ao Democracia Cristã. Witzel é pré-candidato ao governo fluminense.

Segundo ele, o convite partiu do ex-ministro Aldo Rebelo, que é pré-candidato pela sigla ao Palácio do Planalto.

Eleito em 2018 na onda bolsonarista, Wilson Witzel foi cassado em 2021. Antes disso, ele havia sido afastado do cargo em agosto de 2020, pouco mais de um ano após assumir o comando do governo fluminense.

Investigado por participação em um esquema de desvios de recursos que seriam utilizados no combate à covid-19, ele também foi condenado à inelegibilidade por cinco anos. O prazo, segundo ele, se encerrará antes da disputa deste ano, o que habilitará Witzel a concorrer novamente ao Palácio Guanabara.

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“Aceitar este convite para encabeçar a chapa estadual é um passo que vai além da política tradicional. É a consolidação de uma aliança programática, que coloca em primeiro plano os interesses do povo fluminense e brasileiro”, afirmou o ex-governador.

Witzel havia anunciado no último dia 9 que se lançaria na disputa ao Guanabara — sem informar, contudo, por qual partido seria candidato. Na ocasião, ele pediu “uma nova chance” ao eleitorado fluminense e disse ter sofrido um “processo de linchamento”.

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Em um comunicado divulgado nesta quinta, o ex-governador afirmou que discutirá, nos próximos dias, com lideranças do Democracia Cristã a construção da candidatura dele.

“A meta é uma só: alinhar expectativas, unir esforços e preparar um projeto que resgate nosso estado das mazelas da corrupção e da má gestão, em sintonia com o projeto nacional de Aldo Rebelo”, disse.

“Que fique claro: não se trata de uma aventura política, mas de um movimento planejado, com base em princípios e com a certeza de que o Rio de Janeiro precisa de gestores competentes e de uma aliança nacional que tire o país da crise moral e econômica”, acrescentou.