
Posse de Lula em janeiro aumenta busca por hospedagem no DF e Entorno
Levantamento da Associação de Aluguel por Temporada aponta ocupação próxima de 60% nos imóveis pesquisados

A procura por hospedagem em Brasília e no Entorno disparou com a aproximação da posse do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcada para 5 de janeiro de 2027.
Os primeiros levantamentos da Associação de Aluguel por Temporada de Brasília apontam ocupação próxima de 60% nos imóveis consultados para o período da cerimônia. Além da alta demanda, o setor registra aumento expressivo no valor das diárias.
Em entrevista ao Metrópoles, a diretora de Relações Institucionais da associação, Hasty Carvalho, afirmou que a entidade está ouvindo anfitriões de diferentes regiões do Distrito Federal (DF) e do Entorno para acompanhar a movimentação.
“A nossa expectativa é de que a procura continue crescendo à medida que a posse se aproxima e, com certeza, teremos uma taxa de ocupação de 100%”, disse.
Segundo ela, o aluguel por temporada tem papel estratégico para ampliar a capacidade de hospedagem da capital em grandes eventos.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO movimento não fica restrito à cama e café: aquece restaurantes, comércio, transporte por aplicativo e serviços em geral.

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Ver todasO reflexo já aparece fora do DF. Imóveis anunciados em plataformas como Airbnb e Booking em Valparaíso de Goiás (GO) e outras cidades do Entorno registram buscas para o início de janeiro, segundo Carvalho.
O dado indica que a demanda não está concentrada apenas no Plano Piloto e pode beneficiar economicamente os municípios vizinhos.
Mobilização para Brasília
- A expectativa de lotação também está ligada à organização de caravanas de apoiadores petistas.
- Nesta semana, a Executiva Nacional do PT se reuniu pela primeira vez após a vitória no segundo turno sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), que fugiu para os Estados Unidos, e orientou diretórios estaduais, parlamentares, sindicatos e movimentos sociais a organizarem excursões para a capital.
- Em resolução, o partido chamou a cerimônia de “dia histórico” e convocou a militância. Para a legenda, a posse marcará o início do quarto mandato de Lula na Presidência e deve ser a última passagem dele pelo cargo.
- A movimentação ocorre em um cenário de reconhecimento do resultado das urnas. Pelo menos 27 dos 29 partidos analisados — sem contar o PT — divulgaram notas reconhecendo a vitória de Lula.
- Entre eles estão o próprio PL, União Brasil, MDB, PSD, Republicanos e PSDB. O gesto não significa apoio ao novo governo, mas a aceitação da decisão do eleitor.
- O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a reeleição após a totalização dos votos. Na ocasião, o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que as eleições de 2026 transcorreram dentro da normalidade.
Expectativa de público
Ao Metrópoles, o presidente do PT-DF, Guilherme Sigmaringa disse que o partido espera uma grande mobilização popular para a posse.
Para ele, após uma eleição disputada e marcada por virada nas urnas, a cerimônia ganha simbolismo especial.
A expectativa, segundo Sigmaringa, é de público maior que o de 2023. “Já há bastante procura por hospedagem, o que é um indicativo do interesse. Ainda é cedo para estimar números, mas esperamos uma presença bastante expressiva”, disse.
O dirigente avalia que a mudança da data para 5 de janeiro facilita a viagem de apoiadores e que a possibilidade de ser a última posse de Lula aumenta o apelo da cerimônia, somada ao entusiasmo da reta final da campanha.
Sobre a organização, ele afirma que o PT-DF vai atuar com a direção nacional e os diretórios estaduais na recepção das caravanas.
“O PT-DF terá um papel importante na organização local e no apoio às delegações. Queremos que Brasília esteja preparada para receber essa grande mobilização”, afirmou.
Como será a posse
A cerimônia de Lula e do vice, Geraldo Alckmin (PSB), será em 5 de janeiro de 2027, e não em 1º de janeiro, como tradicionalmente ocorria.
A mudança acontece por causa da Emenda Constitucional nº 111, promulgada em 2021, que alterou o calendário de posse para presidente e governadores.
A programação deve manter o rito tradicional: cerimônia no Congresso Nacional, desfile em carro aberto pela Esplanada e recepção a autoridades no Palácio do Planalto. A nova data permite que governadores, que tomam posse em 6 de janeiro, também participem da solenidade em Brasília.
O petista deve convidar, ainda, os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei. Segundo auxiliares, o convite será feito a todos os chefes de Estado com quem o Brasil mantém relações diplomáticas, o que inclui os dois países.








