Por bets, torcida do Flamengo protesta e xinga Lula: "Vai tomar no cu".
Torcedores exibiram faixas contra Lula, Congresso e STF antes do clássico contra o Fluminense, em protesto contra a proibição das bets

Torcedores do Flamengo protestaram contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesse domingo (11/10), no Maracanã, no Rio de Janeiro. Na saída do estádio, após o clássico contra o Fluminense pelo Campeonato Brasileiro, o grupo entoou gritos com xingamentos ao petista. Assista:
Antes da partida, que terminou com a vitória do Flamengo por 1 x 0, torcedores rubro-negros haviam demonstrado insatisfação com o governo federal por meio de uma faixa com críticas a Lula, ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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Ver todasA faixa foi exibida no Setor Norte do estádio durante a entrada das equipes em campo. “O futebol brasileiro não pode ser vítima desse gol contra. Lula, Congresso e STF”, dizia a mensagem.
O protesto também chegou aos uniformes dos times. Flamengo e Fluminense entraram em campo com a frase “Proibir não é proteger” estampada nas camisas, nos espaços normalmente ocupados pelas marcas de suas patrocinadoras principais, Betano e Superbet.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNa saída do estádio, grupo de torcedores do Flamengo xingaram o presidente: “Ei, Lula, vai tomar no cu”.
Proibição das bets
Em setembro, o presidente Lula assinou uma medida provisória que proíbe a operação de casas de apostas esportivas e jogos online no Brasil. A decisão também vetou a publicidade e os patrocínios ligados ao setor. As plataformas deveriam sair do ar a partir de 6 de outubro, após um período de transição para o encerramento das atividades.
Clubes e empresas do setor criticam a decisão e alertam para os impactos financeiros da proibição no futebol brasileiro, que recebe recursos das bets por meio de contratos de patrocínio. Outro argumento é de que o fim do mercado regulamentado pode favorecer plataformas ilegais.
O governo federal justifica a proibição com argumentos de saúde pública e proteção financeira das famílias. Segundo o Executivo, as apostas online contribuem para o endividamento, podem provocar dependência e estão associadas a problemas como ansiedade e depressão.
O governo também avalia que os mecanismos de regulamentação e fiscalização adotados até então não foram suficientes para proteger os consumidores, as crianças e os adolescentes dos riscos da atividade.
