Wizard acionará STF para reaver passaporte retido pela Polícia Federal

Advogado Alberto Toron disse que silêncio do empresário na CPI não é atestado de culpa e destacou que respostas do cliente seriam inócuas

atualizado 30/06/2021 18:13

Carlos Wizard_CPI da CovidRafaela Felicciano/Metrópoles

O advogado do empresário Carlos Wizard, Alberto Toron, afirmou, nesta quarta-feira (30/6), que vai requisitar a devolução do passaporte de seu cliente ao Supremo Tribunal Federal (STF) e destacou que o silêncio do empresário na CPI da Covid não é um “atestado de culpa”.

O documento do empresário foi entregue à Polícia Federal assim que ele desembarcou no Brasil, na última segunda-feira (28/6), a pedido da CPI da Covid. Toron afirmou que não vê motivos para que o passaporte permaneça apreendido, visto que o empresário compareceu à CPI, mesmo tendo ficado em silêncio.

“Vamos tomar as medidas que entendermos cabíveis: pedir ao STF, que já cancelou a condução coercitiva, que devolva o passaporte dele. Ele não é preso. Ele não pode ser punido por ter ficado em silêncio”, disse Toron.

Sobre o fato de Wizard ter permanecido calado, Toron justificou: “[É] uma CPI extremamente ideologizada, as pessoas têm as suas posições, diga você o que disser, não muda nada. A ideia de permanecer em silêncio estava ligada ao caráter inócuo das respostas. Dissesse ele o que dissesse, as pessoas iriam pensar como pensam”.

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Wizard deveria ter prestado depoimento à comissão no dia 17 de junho, mas não compareceu, mesmo com o um habeas corpus concedido para que ele ficasse em silêncio.

Com a ausência, o presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), pediu a apreensão do passaporte e condução coercitiva.

Diante disso, os advogados do empresário contataram a comissão e marcaram novo depoimento para esta quarta. Wizard, todavia, após a apresentação inicial, ficou em silêncio.

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