Veja momento em que tesoureiro petista é resgatado, após ser alvejado

Pelo tema da comemoração do aniversário de Marcelo Arruda, Jorge Guaranho invadiu a festa e disparou tiros contra o petista

atualizado 18/07/2022 8:56

Briga que levou à morte de morte de Marcelo Arruda Reprodução

Imagens inéditas obtidas pelo Fantástico, da noite em que Marcelo Arruda foi assassinado, mostram detalhes do resgate após a troca de tiros com Jorge Guaranho. O petista morreu na própria festa de aniversário, quando um homem invadiu o local e atirou contra o aniversariante pelo tema da comemoração, que era sobre o Partido dos Trabalhadores (PT).

No vídeo, é possível escutar uma voz feminina que questiona: “Só porque a gente estava fazendo uma festa e meu tio é petista, cara?”. Veja:

 

 

 

Vídeo de câmera instalada no salão de festas onde tudo aconteceu, registrou o momento em que ele foi atacado a tiros pelo policial penal. A gravação mostra Marcelo, que era tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu (PR), caindo próximo a uma mesa, aparentemente ferido. Jorge se aproxima e efetua disparos. Ainda no chão, Marcelo revida e também atira.

Jorge corre em direção à saída, mas cai dentro do salão. Em seguida, uma pessoa se aproxima dele e começa a chutá-lo na cabeça. Jorge permanece imóvel. Do outro lado do salão, Marcelo se contorce enquanto pessoas se aproximam.

Veja:

Como tudo aconteceu

O guarda municipal Marcelo Arruda, candidato a vice-prefeito pelo PT nas últimas eleições, foi assassinado a tiros durante sua festa de aniversário de 50 anos, ocorrida na noite de sábado (9), em Foz do Iguaçu (PR). A festa tinha como tema o PT e fazia várias referências ao ex-presidente e pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo relatos, por volta das 23h, Jorge Guaranho, que se declara apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), invadiu a festa e atirou em Marcelo, que revidou. A confraternização era promovida na Associação Recreativa Esportiva Segurança Física Itaipu (Aresfi). A festa tinha poucos convidados — cerca de 40 pessoas.

Relatos ainda apontam que o policial penal entrou na festa gritando o nome de Bolsonaro e “mito”. Houve uma rápida discussão, e o homem chegou a sacar a arma e ameaçou a todos. Logo depois, ele saiu, dizendo que voltaria para matar todo mundo”. Minutos depois, o agente penitenciário chegou atirando no guarda municipal.

Inicialmente, a Polícia Civil informou que o atirador, o policial penal Jorge José da Rocha Guaranho, tinha morrido após Marcelo revidar. Contudo, às 16h40, em coletiva de imprensa, a delegada Iane Cardoso informou que a polícia errou: o agressor estava vivo e foi levado ao hospital. Até a última atualização desta reportagem, ele estava internado.

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