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Política

Veja as ligações do clã Bolsonaro e Bannon, ex-estrategista de Trump preso

Bannon apoiou e aconselhou informalmente a família do presidente desde antes da eleição à Presidência

Da Redação20/08/2020 12:32, atualizado 20/08/2020 12:42
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Alex Wong/Getty Images
Steve Bannon, ex-assessor e marketeiro do ex-presidente dos EUA, Donald Trump. Ele aparee sendo conduzido por policiais perto de carro após ser preso por fraude. Atrás, jornalistas tentam o entrevistar - Metrópoles

Steve Bannon, ex-estrategista do presidente norte-americano Donald Trump, preso nesta quinta-feira (20/8) sob acusação de fraude pelo desvio de recursos doados para a construção do muro entre os Estados Unidos e o México, possui relação com a família do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Na viagem aos Estados Unidos em setembro de 2019, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, reuniu-se, fora da agenda oficial, com Bannon. No cardápio, o discurso de Bolsonaro na abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York.

Contudo, a relação entre a família Bolsonaro e o agitador nacionalista de extrema direita começou antes. Bannon apoia e aconselha informalmente os Bolsonaro desde antes da eleição do brasileiro à Presidência. É comum nas viagens dos filhos de Bolsonaro aos Estados Unidos haver visitas ao ex-estrategista de Trump.

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Bolsonaro quando sofreu o atentado, em 2018
Presidente e primeira-dama do país, Michelle Bolsonaro, no dia da posse
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Presidente Jair Bolsonaro
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Presidente Jair Bolsonaro

Reprodução Tv Record
Bolsonaro quando sofreu o atentado, em 2018
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Bolsonaro quando sofreu o atentado, em 2018

Reprodução
Presidente e primeira-dama do país, Michelle Bolsonaro, no dia da posse
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Presidente e primeira-dama do país, Michelle Bolsonaro, no dia da posse

Presidência
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Myke Sena/ especial para o Metrópoles
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Fotos: Rafaela Felicciano/Metrópoles
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Alan Santos/PR

Ao assumir a Presidência, Bolsonaro buscou reorientar sua política externa e aproximar o Brasil aos Estados Unidos, além de repetir atitudes do norte-americano em solo tupiniquim. O que tem sido alvo de críticas por parte de ex-chanceleres por causa de suposta “subserviência”, lhe rendeu o apelido de “Trump Tropical”.

Bannon e Bolsonaro

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo em fevereiro de 2019, Bannon afirmou que o futuro da política é o populismo, e Bolsonaro seria a chance de se espalhar o movimento de direita pela América do Sul.

Essa percepção aproximou Bannon da família Bolsonaro e de Araújo. Gerald Brant, filho de pai brasileiro e integrante do mercado financeiro de Nova York, foi o responsável por apresentá-los. Brant levou a família Bolsonaro para um tour entre representantes do movimento nacionalista de direita no país em 2017.

Em março de 2019, o presidente brasileiro participou de um jantar organizado na residência do ex-embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Sérgio Amaral, com o que o governo chamou na época de “formadores de opinião”.

A lista de convidados – elaborada por Araújo e pelo atual embaixador do Brasil nos EUA, Nestor Forster – incluía integrantes do movimento conservador americano como Bannon, o escritor extremista Olavo de Carvalho, um ex-diplomata do governo George W. Bush, Roger Noriega, e Brant.

Bannon e Eduardo Bolsonaro

Em novembro de 2018, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho “zero-três” do presidente, foi um dos convidados a prestigiar a festa de aniversário de Bannon.

O jantar aconteceu na casa do ex-estrategista de Trump. Na ocasião, o filho do presidente postou foto com Bannon nas redes sociais, desejando parabéns ao “ícone no combate ao marxismo cultural”.