“Totalmente sem nexo”, diz Mourão sobre ataques de olavistas

Vice-presidente afirmou que ignorar disparos de grupo do escritor "guru" do governo é "melhor para todo mundo"

Marcos Corrêa/PR

atualizado 06/05/2019 18:18

Após mais uma onda coordenada de ataques do grupo ligado ao escritor Olavo de Carvalho aos militares que integram o governo Jair Bolsonaro (PSL), o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), afirmou que o melhor é ignorar as hostilidades. Após participar da celebração dos 130 anos do Colégio Militar do Rio de Janeiro, quando foi chamado de “amigo de momentos difíceis” em breve discurso do presidente Bolsonaro, Mourão ressaltou que as agressões não têm “nexo”.

“Acho que esses ataques estão totalmente sem nexo. Se nós ignorarmos, vai ser muito melhor para todo mundo”, se limitou a dizer nesta segunda-feira (06/05/2019).

No fim da manhã, o ex-comandante do Exército e atual assessor especial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Eduardo Villas Bôas, chamou Olavo de Carvalho de “Trótski de direita”.

Em sua conta no Twitter, Villas Bôas publicou uma mensagem rebatendo os ataques do grupo olavista contra o ministro da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto Santos Cruz.

“Vazio existencial”
O ex-comandante do Exército começa a mensagem atacando a personalidade de Olavo. “Mais uma vez o sr. Olavo de Carvalho, a partir de seu vazio existencial, derrama seus ataques aos militares e às FFAA [Forças Armadas Brasileiras], demonstrando total falta de princípios básicos de educação, de respeito e de um mínimo de humildade e modéstia”, diz a mensagem.

Villas Bôas prossegue, comparando Olavo a um dos lideres da revolução comunista da Rússia, Leon Trótski, que defendia que o regime soviético deveria ser espalhado para todas as nações do globo, sendo, portanto, considerado por alguns um dos mais extremistas do movimento. Foi ele quem organizou o Exército Vermelho.

Segundo o general, Olavo de Carvalho praticamente inverte a ordem das ideologias e “não compreende que, substituindo uma ideologia pela outra, não contribui para a elaboração de uma base de pensamento que promova soluções concretas para os problemas brasileiros”.

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