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Política

Torquato Jardim, professor da UnB, assume Ministério da Transparência

Informação foi confirmada nesta quarta-feira (1º/6) pelo Palácio do Planalto. O jurista assumirá a vaga deixada por Fabiano Silveira

01/06/2016 09:38, atualizado 01/06/2016 14:56
Divulgação
Torquato Jardim, professor da UnB, assume Ministério da Transparência

O jurista Torquato Jardim assumirá o comando do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle no lugar de Fabiano Silveira. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (1º/6) pelo Palácio do Planalto.

Torquato Jardim é advogado desde 1979, professor de direito constitucional da Universidade de Brasília (UnB), matéria na qual é especialista, e já atuou, em dois períodos diferentes, como ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na cota reservada a advogados. Ele também é referência em direito eleitoral. A assessoria de imprensa do governo federal informou que a posse do novo ministro da Transparência ocorrerá nesta quinta-feira (2).

Fabiano Silveira, então ministro da pasta, anunciou a saída do cargo na última segunda-feira (30/5) após o vazamento de uma conversa entre ele e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Nos áudios, Silveira critica a Operação Lava Jato e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. As gravações foram divulgadas no domingo (29).

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Na carta de demissão, Fabiano disse que “estive imbuído dos melhores propósitos e motivado a realizar um bom trabalho à frente da pasta. Pela minha trajetória de integridade no serviço público, não imaginava ser alvo de especulações tão insólitas”.

“Reitero que jamais intercedi junto a órgãos públicos em favor de terceiros. Observo ser um despropósito sugerir que o Ministério Público possa sofrer algum tipo de influência externa, tantas foram as demonstrações de independência no cumprimento de seus deveres ao longo de todos esses anos”, escreveu.

A queda de Silveira ocorreu uma semana após o afastamento de Romero Jucá do Ministério do Planejamento. O parlamentar também foi grampeado em conversas com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Segundo interlocutores, o presidente em exercício Michel Temer havia decidido tentar não ceder à pressão para evitar um efeito cascata.