SP: livros não terão mudanças na interpretação do golpe, diz prefeito
Segundo Bruno Covas, intenção do ministro da Educação de modificar referências sobre 1964 não será aceita por sua gestão

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), rebateu o ministro da Educação, Ricardo Vélez, e afirmou que vai barrar no ensino municipal paulistano uma eventual mudança nos livros didáticos que retire a classificação de “golpe” para a ascensão dos militares ao poder em 1964. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
“Meu avô foi preso e cassado pela ditadura. Concordar com isso é achar que ele foi um preso comum. Um preso por conta de ter cometido um crime do Código Penal. E ele foi preso por conta das convicções políticas dele”, disse Covas, em entrevista à Folha.
“Não dá para aceitar essa tentativa de reescrever a história. Se for mudar os livros didáticos, os livros da cidade de São Paulo ele não vai mudar”, garantiu o prefeito.
Bruno Covas completa um ano à frente do município neste sábado (6/4). No mesmo período do ano passado, o atual governador do estado, João Doria (PSDB), fechava sua passagem pela prefeitura de São Paulo e passava o cargo a Covas, então seu vice, para concorrer ao Executivo estadual.
Durante o ano de exercício, Covas afirmou que a parte mais difícil foi manter as metas e compromissos do governo Doria. “Apesar de eu estar [há] um ano, é um governo de dois anos e três meses. É a principal promessa que assumi”, disse.


