Senadores resistem e votação pela privatização da Eletrobras é adiada

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, quer concluir a apreciação do texto nesta quinta-feira (17/6)

atualizado 16/06/2021 19:59

Coletiva de imprensa do comitê de combate a covid no plácio do planalto Rodrigo pacheco senado presidenteRafaela Felicciano/Metrópoles

Diante da resistência de muitos senadores em votar a privatização da Eletrobrás, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), transferiu para essa quinta-feira (17/6) a votação do texto.

A objeção partiu principalmente dos senadores da oposição e teve apoio de nomes de partidos de centro, como Simone Tebet (MDB-MS), Isalci Lucas (PSDB-DF), Lasier Martins (Podemos-RS) e  Nelsinho Trad (PSD-MS).

Na sessão, Pacheco informou que a análise do projeto “se dará dentro dos limites regimentais, permitindo a todos os senadores apreciar seu mérito”, cumprindo o “prazo para apresentação de destaques, com a possibilidade de exaustiva discussão”.

“E, se necessário for, em razão do adiantado da hora, poderemos perfeitamente desdobrar a discussão e apreciação para amanhã. Não há nenhum açodamento e nenhum desejo por parte da presidência de atropelo das prerrogativas dos senadores de uma apreciação de uma matéria dessa natureza.”

Pacheco garantiu não deixará vencer o prazo de votação da matéria.

Apagão

A MP perde a validada na próxima terça-feira (22/6) e, se houver alteração do texto, terá que passar por nova votação na Câmara.

As críticas ao texto falam de temor de que o país tenha um novo apagão elétrico, ou que não se tenha controle do preço da energia, principalmente para famílias mais pobres. “Podemos voltar ao tempo das lamparinas”, desabou da senador Zenaide Maia (PROS-RN).

Os senadores Jean Paul Prates (PT-RN) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) ainda apontaram o 5º apagão neste ano no Amapá.

O relator da MP, Marcos Rogério (DEM-RO), apresentou relatório nesta quarta-feira (16/6) com mudanças à medida provisória.

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