Deputado Carlos Sampaio (SP) assume presidência do PSDB interinamente
Deputado ocupará o posto, convocará eleição e o senador Tasso Jereissati (CE) deve ser o eleito para comandar o partido
atualizado
Compartilhar notícia

A bancada do PSDB na Câmara decidiu indicar o nome do deputado Carlos Sampaio (SP) para assumir interinamente a presidência do partido. A escolha foi do senador Aécio Neves (MG), ex-ocupante do posto. De acordo com um ministro que participa das discussões, está acordado que o mandato de Sampaio será tampão.
Carlos Sampaio assume, convoca eleição e o senador Tasso Jereissati (CE) deve ser o eleito pelo partido para comandar a legenda.
O líder do PSDB na Câmara, Ricardo Tripoli, avisou que Aécio deve entregar a carta de renúncia nas próximas horas. Aécio foi afastado do mandato pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e teve endereços vasculhados pela Polícia Federal. Ele é acusado de pedir propina ao empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, investigado na Lava Jato.
Apesar de não ser vice-presidente, o senador tucano Tasso Jereissati passa a ser um dos nomes mais cotados a assumir a legenda. Ele conta com o apoio de senadores do PSDB que estavam reunidos na casa dele na manhã desta quinta-feira (18/5).Também participaram da discussão, mas por meio de conferência, os governadores Geraldo Alckmin e Marconi Perillo. Ao contrário do que foi informado mais cedo, ele ainda não assumiu como presidente. Haverá eleição. A bancada da Câmara defende, contudo, a efetivação de Carlos Sampaio no comando da sigla.
Um dos grupos mais atuantes dentro do partido, a Juventude do PSDB divulgou comunicado oficial pedindo o afastamento de Aécio Neves da direção da legenda. “Nesse momento, é preciso reforçar o compromisso do nosso partido em defender de forma intransigente a nossa democracia. Para tal, entendemos ser urgente e necessário que o partido possa ser conduzido por alguém que compartilhe dos mesmos valores que justificaram a fundação da nossa sigla”, diz a nota do grupo.
A situação de Aécio se agravou após o empresário Joesley Batista, dono da JBS, entregar à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma gravação na qual Aécio pede R$ 2 milhões ao empresário, sob a justificativa de que precisava da quantia para pagar despesas com sua defesa na Operação Lava Jato. A Polícia Federal teria filmado um primo de Aécio pegando esse dinheiro. A defesa do tucano disse que ele não recebeu “dinheiro nenhum”.
Segundo peessedebistas ouvidos pela reportagem, as bancadas do PSDB na Câmara e no Senado e outros integrantes das Executiva do partido discutem a possibilidade de a legenda ir além do rompimento com o governo e pedir o afastamento de Temer. Cresce no partido o movimento em defesa de eleições diretas para cumprir o mandato ‘tampão’ de Temer até a eleição de 2018.