Sem “maldade no coração”, Aziz sugere alteração em contrato da Covaxin
Presidente da CPI diz que, “se tivesse maldade no coração”, acreditaria que nova versão estaria sendo montada por Queiroga e Precisa
atualizado
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Diante da demora do Ministério da Saúde em apresentar o contrato da Covaxin solicitado pela CPI da Covid, o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou, nesta terça-feira (6/7), que, “se tivesse maldade no coração”, acreditaria que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e a Precisa Medicamentos, estariam “modificando o contrato” para apresentar uma nova versão.
“Posso estar comentando aqui uma injustiça, mas pela demora que o ministro Queiroga está fazendo para não enviar o contrato, se eu tivesse maldade no coração, coisa que eu não tenho, eu creio que ele estaria modificando o contrato para fazer o arranjo aí em relação a essas coisas. Esse contrato não foi publicado em lugar algum, ninguém tem acesso”, declarou Aziz.
“É muito fácil a própria Precisa, que não tem interesse em se prejudicar, e o governo, que não tem interesse em se prejudicar, que eles estejam fazendo as modificações necessárias para fazer uma versão nova. Por isso, estamos com suspeição sobre isso”, acrescentou.
O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), disse que isso não estava acontecendo. “Se eu tivesse maldade no coração, mas não tenho”, replicou Aziz.
Após solicitar esse documento, o presidente da CPI da Covid disse que cobrou publicamente, sem resposta. Segundo o senador, o pedido foi feito há mais de três semanas.
A declaração ocorreu durante intervenção de Bezerra Coelho no depoimento da servidora Regina Célia. Ela foi citada pelo servidor Luis Ricardo Miranda, do Ministério da Saúde, como a pessoa responsável por autorizar a sequência da negociação do contrato com a Covaxin, mesmo com suspeitas de irregularidades.










