Sem descartar reeleição, Maia defende nome de consenso para presidir Câmara

Deputado diz convergir com tese defendida pelo ex-presidente Michel Temer de que cargos de presidentes da Câmara e Senado são do Executivo

atualizado 30/11/2020 20:25

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, sentado a mesa durante café da manhã com jornalistasIgo Estrela/Metrópoles

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu, nesta segunda-feira (30/11), a construção de um nome de consenso para a presidência da Casa, mas não descartou a própria reeleição, como vinha fazendo em outros momentos.

Segundo ele, a presidência da Câmara deve ser ocupada por alguém de diálogo e equilíbrio. “Apesar de não divergir da ideia do presidente Michel Temer, mas acho que a gente precisa construir uma frente de centro, com aqueles que queiram construir uma relação clara de independência da Câmara com o governo, sempre com diálogo”, afirmou Maia, em entrevista ao UOL.

“Meus problemas políticos com o presidente [Bolsonaro] nunca impediram que pauta da Câmara avançasse por nenhum tipo de obstrução minha. A gente precisa de um perfil de diálogo e de equilíbrio e que garanta a independência da Casa”, acrescentou.

Apesar de Maia negar nos últimos meses que é candidato à reeleição, nos bastidores ele tem deixado a situação em aberto, aguardando o posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF), que julga o caso na próxima sexta-feira (4/12).

Ao menos, quatro deputados estão à mercê da decisão e do apoio do parlamentar – os deputados Baleia Rossi (MDB-SP), Marcelo Ramos (PL-AM), Luciano Bivar (PSL-PE) e Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

Tese

Mais cedo, o ex-presidente Michel Temer (MDB) elogiou o trabalho de Maia e disse que ele e o presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), não exercem cargos legislativos, mas executivos e, portanto, poderiam se reeleger. Temer, todavia, destacou que a decisão deve ser dada pelo STF.

Depois de exercer um “mandato-tampão” em 2016, Maia foi eleito presidente da Câmara para o biênio 2017-2019 e, depois, para 2019-2021.

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