Se não tiver impacto fiscal, é melhor não mexer no BPC, diz Maia
O presidente da Câmara já havia criticado as mudanças no BPC propostas pelo governo, ao discursar na abertura do evento

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira (18/3), que, se as novas regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC) não surtirem impacto fiscal, é melhor descartar essa mudança prevista na reforma da Previdência. Pela proposta de emenda constitucional (PEC) enviada pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) ao Congresso Nacional há um mês, idosos pobres e portadores de deficiência elegíveis ao benefício poderão passar a receber um salário mínimo somente a partir dos 70 anos.
Ao completarem 60 anos, eles poderão pedir o BPC, mas o valor do benefício será de R$ 400. Hoje, para receber o BPC, no valor de um salário mínimo, a idade mínima é de 65 anos.
“Se do ponto de vista fiscal não tiver nenhum tipo de impacto, a melhor discussão é a não discussão desse tema”, afirmou Maia, ao deixar o seminário “Reforma da Previdência”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio.
O presidente da Câmara já havia criticado as mudanças no BPC propostas pelo governo, ao discursar na abertura do evento. Segundo ele, a própria equipe econômica já sinalizou que as mudanças no BPC teriam efeito nulo no impacto fiscal da reforma.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNa visão do presidente da Câmara, mudar o BPC atrapalha a comunicação, junto à sociedade, sobre a importância da reforma.
“Quando bota o BPC, parece que é uma sinalização de que vai atingir os mais simples, o que não é verdade, até porque os mais simples já estão atingidos pela Previdência atual. Eles só se aposentam quando atingem 65 anos”, afirmou Maia.
Segundo o deputado, retirar o BPC da reforma poderia ajudar na aprovação da PEC.



