“Saída de Guedes nunca foi cogitada”, diz Bolsonaro em aceno ao mercado

O presidente ainda assegurou durante entrevista à CNN que a possibilidade de o seu governo furar o teto de gastos é "zero".

atualizado 17/08/2020 20:51

Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez um aceno ao mercado nesta segunda-feira (17/8) ao reforçar a permanência do ministro da Economia, Paulo Guedes, no governo. E assegurou que a possibilidade de o governo furar o teto de gastos é “zero”.

De olho na agenda fiscal, o mercado está inseguro acerca do compromisso do Executivo federal com medidas de ajuste fiscal, apesar das promessas de Guedes.

Nesta segunda, a bolsa de valores brasileira, a B3, fechou em queda nesta segunda. O Ibovespa teve queda 1,73%, e foi a 99.595 pontos. Com isso, a percepção no mercado é de que Guedes está isolado no governo.

À CNN, no entanto, Bolsonaro ressaltou que o “posto Ipiranga” do governo permanece e que Guedes é um “aliado de primeira hora”.

“Nunca foi cogitada a saída do Paulo Guedes. Paulo Guedes é aliado de primeira hora. Entramos juntos no governo e vamos sair juntos. Estou muito feliz com ele”, disse Bolsonaro ao jornalista Leandro Magalhães.

Teto de gastos

O presidente Jair Bolsonaro ainda disse à CNN que a possibilidade de furar o teto de gastos é “zero”.

“O teto está mantido. Não será sonhado em furar o teto. O governo tem prioridade na questão da responsabilidade fiscal. Vamos procurar recursos. Há várias alternativas. Privatização, possibilidade de remanejamento de recursos de fundos”, afirmou.

A regra do teto de gastos foi criada em 2016, ainda durante a gestão de Michel Temer (MDB), por meio de uma proposta de emenda à Constituição (PEC).

De acordo com a regra, durante 20 anos as despesas da União só podem crescer o equivalente ao gasto do ano anterior, sendo este corrigido pela inflação.

A PEC aprovada pelo Congresso também estabelece que o texto pode ser revisto após dez anos.

No entanto, em razão da pandemia do coronavírus, alguns grupos políticos têm pressionado o governo para alterar a regra, para permitir que a União gaste mais do que o permitido.

Segundo esses grupos, a ideia seria que, com a mudança, o governo aumente os investimentos públicos e impulsione a economia do país.

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