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Saiba quem são os pastores alvos da PF suspeitos de corrupção no MEC

Gilmar Santos e Arilton Moura, ambos integrantes da Assembleia de Deus e sem nenhum cargo na pasta, são investigados por negociar propina

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FNDE Milton Ribeiro e pastores suspeitos de corrupção no MEC
1 de 1 FNDE Milton Ribeiro e pastores suspeitos de corrupção no MEC - Foto: Reprodução/Twitter

Dois pastores centralizam o suposto esquema de favorecimento ilícito no Ministério da Educação (MEC). O caso levou o ex-chefe da pasta Milton Ribeiro a ser preso. Gilmar Santos e Arilton Moura, também alvos da Polícia Federal, são suspeitos por negociar propina.

O episódio virou um escândalo de corrupção após a divulgação de áudios que mostram os pastores negociando pagamentos ilícitos em ouro e até mesmo em compra de Bíblias.

Gilmar dos Santos é líder do Ministério Cristo para Todos, braço da Assembleia de Deus, com sede em Goiânia.

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Gilmar dos Santos diz ter mais de 40 anos como pastor. Santos também é presidente da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros de Assembleias de Deus no Brasil Cristo para Todos.

O vínculo com o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) é anterior à chegada de Ribeiro ao Ministério da Educação.

Já Arilton Moura é assessor de Assuntos Políticos da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros de Assembleias de Deus no Brasil Cristo para Todos.

Moura é apresentado, em registros oficiais do governo, com o cargo de secretário nacional da entidade.

Em 2018, ocupou o cargo de secretário extraordinário para Integração de Ações Comunitárias, no governo Simão Jatene, no Pará.

A prisão

Polícia Federal prendeu preventivamente o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, na manhã desta quarta-feira (22/6), em operação que investiga esquema de corrupção envolvendo pastores evangélicos durante a gestão dele à frente do MEC.

A operação investiga o esquema de favorecimento em liberação de verbas do MEC para prefeituras ligadas aos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, ambos integrantes da Assembleia de Deus e sem nenhum cargo na pasta. Os dois também são alvo de investigação da PF.

A atuação incluiria pedidos de propina de um líder religioso a um prefeito para facilitar acesso a recursos da pasta. Para agilizar o direcionamento de fundo orçamentário proveniente do ministério, o pastor Arilton Moura teria solicitado R$ 15 mil e 1 kg de ouro ao prefeito do município de Luís Domingues (MA), Gilberto Braga (PSDB).

Na manhã desta quarta-feira (22/6), o Ministério da Educação afirmou, em nota, que vai colaborar com as investigações e que o governo federal “não compactua com qualquer ato irregular”. A sede da pasta, em Brasília, foi alvo de buscas da Polícia Federal.

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