Renan Calheiros promete relatório da CPI da Covid para 24 de setembro

Senador afirma que prazo deve ser este, desde que "não surja nada novo" nas investigações da comissão

atualizado 14/09/2021 17:00

Senador Renan CalheirosHugo Barreto/Metrópoles

O relator da CPI da Covid-19, senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou, nesta terça-feira (14/9), que pretende apresentar o relatório final sobre os trabalhos da comissão e a sugestão de indiciamento dos potenciais culpados no dia 24 de setembro. O vice-presidente do colegiado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), alertou o emebista: “Se não surgir mais nada”, brincou.

Instalada em 27 de abril, a CPI realiza, nesta manhã, a 53ª reunião do colegiado. Entre sessões deliberativas e depoimentos, a comissão concentra os trabalhos desta reta final na ação suspeita de atores políticos, empresários e advogados na venda de vacinas ao governo federal.

A expectativa é que o texto seja votado em 29 de setembro.

Nesta terça, os senadores ouvem o depoimento de Marcos Tolentino, apontado como sócio oculto da Fib Bank — empresa fornecedora de garantias fidejussórias.

Conforme noticiado pelo colunista Igor Gadelha, a prévia do relatório de Calheiros já tem mais de 400 páginas. O documento é elaborado em parceria com assessores técnicos e jurídicos que têm prestado assistência ao emedebista na CPI.

Indiciamento de Bolsonaro

Até agora, o relator já antecipou ao menos cinco infrações pelas quais pretende indiciar Bolsonaro. Há a possibilidade de que o presidente seja acusado pelos crimes de pandemia, curandeirismo, infração de medida sanitária preventiva, advocacia administrativa e corrupção passiva.

O colunista também apurou que o senador avalia incluir na lista crime contra a humanidade. Neste caso, o relatório deverá ser remetido ao Tribunal Penal Internacional, sediado em Haia, nos Países Baixos. Caberá, então, ao tribunal avaliar se julga Bolsonaro ou não.

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