Renan Calheiros diz que Bolsonaro “tem pulsão de morte”

O relator argumentou que "só vacinas salvam e imunizam" e criticou defesa da tese de imunidade de rebanho por exposição ao vírus

atualizado 18/06/2021 10:52

Senador Renan Calheiros, relator da CPIIgo Estrela/Metrópoles

O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), rebateu, nesta sexta-feira (18/6), as declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de que a infecção pelo novo coronavírus é “mais eficiente que a vacina”.

Ele, inclusive, disse que, em protesto, se recusaria a fazer perguntas aos depoentes pró-cloroquina que foram ao colegiado.

O relator defendeu que “só vacinas salvam e imunizam”. “Imunidade de rebanho por contágio, como novamente defendeu Bolsonaro ontem [quinta-feira], é criminoso”, afirmou.

O senador disse, ainda, que Bolsonaro tem “pulsão de morte”. “Não dá mais para continuarmos a ver o chefe de governo escarnecer de vidas quando perdemos 500 mil brasileiros. Muitas perdas causadas por sua pulsão de morte.”

A manifestação foi endossada pelo vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que protocolou, nesta sexta-feira, um requerimento cobrando esclarecimentos do Facebook e do YouTube sobre o espaço dado ao presidente para divulgação de informações falsas e sem sustentação científica.

“Por muito menos, o Twitter e o Facebook baniram o senhor Donald Trump. Não se trata de censura, só não pode comprometer a vida dos brasileiros”, defendeu o senador.

“Em uma de suas lives, voltou a falar que se contaminar pelo vírus é mais eficaz que a vacina, não é a primeira vez. O senhor presidente da República tem o direito de falar a besteira que quiser, só não tem o direito de produzir o aumento desses números [de mortes] aqui”, prosseguiu.

 

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