Reajuste para o Judiciário: Senado adia votação da PEC do Quinquênio
Proposta prevê um adicional de 5% do salário a cada cinco anos a magistrados e membros do Ministério Público

O Senado Federal decidiu adiar nesta quarta-feira (30/11) a apreciação da uma proposta de emenda à Constituição (PEC) do Quinquênio que prevê um adicional de 5% do salário a cada cinco anos a magistrados e membros do Ministério Público. A matéria resgata o benefício, que foi extinto em 2006.
A retirada de pauta foi sugerida pelos senadores Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) e Paulo Rocha (PT-PA), líder do partido na Casa, e acatada pelo relator da PEC, senador Eduardo Braga (PL-RJ). Segundo ele, o debate sobre a matéria deve ser aprofundado nos próximos dias para que ela seja votada antes do final de 2022.
O PT propôs o prazo de 20 dias para análise do texto.
Antes, a proposta previa o benefício do quinquênio apenas para magistrados e membros do Ministério Público. No entanto, Gomes acatou as emendas sugeridas pelos senadores Rogério Carvalho (PT-SE), Soraya Thronicke (União-MS), Humberto Costa (PT-PE) e Telmário Mota (Pros-RR), que o estende para a Defensoria Pública. Este foi um dos “jabutis” que resultaram no adiamento da análise pelos senadores.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO senador Oriovisto argumentou que ainda não há uma estimativa de impacto orçamentário com a aprovação da medida: “Nós não temos esta estimativa. Precisamos dos números. É fundamental que haja uma estimativa dessas novas despesas”, cobrou.
No Senado, a PEC precisa dos votos de três quintos dos senadores – o que equivale a 49 dos 81 congressistas da Casa, em duas votações. Depois, na Câmara, também será necessária a aprovação por três quintos dos deputados, ou seja, 308 dos 513 parlamentares, também em dois turnos.
Tramitação
A proposta foi apresentada pelo ex-senador Gim Argello (PTB-DF), em 2013. O texto passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas foi arquivado em 2018, no fim da legislatura. Em 2019, foi resgatado pela também ex-senadora Selma Arruda (Podemos-MT), que foi cassada em fevereiro de 2020.
Desde que seja apontado um novo relator, a PEC pode ser votada a qualquer momento em plenário.
A medida garante que juízes e procuradores devem receber “parcela mensal de valorização por tempo de exercício” de 5% do salário a cada 5 anos de “efetivo exercício em atividade jurídica”. O texto também assegura aos membros do Judiciário e do Ministério Público que a sua atuação jurídica anterior seja usada para efeitos de contagem de tempo de exercício.


