Quem bancou as eleições daqueles que querem presidir Câmara e Senado?

Empresários, no lugar de empresas, e campanhas milionárias em 2014 e 2018

atualizado 01/02/2019 16:54

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Até a noite da última quinta-feira (31), 15 congressistas mantinham as candidaturas para os cargos de presidente da Câmara e do Senado. Na linha sucessória da Presidência da República, quem ocupa esses postos preenche, respectivamente, o segundo e o terceiro lugares e costuma exercer a função de comandar o país.

No dia a dia, são os responsáveis por escolher as pautas que serão tratadas como prioridade no Congresso Nacional e por articular todo o Poder Legislativo. Mas quem financiou as campanhas dos políticos que almejam comandar as duas Casas? Quanto custaram suas eleições? Veja o resultado:

Câmara dos Deputados
Sete deputados federais disputam a presidência da Câmara dos Deputados. São eles: Rodrigo Maia (DEM-RJ), Fábio Ramalho (MDB-MG), JHC (PSB-AL), Marcelo Freixo (PSol-RJ), Ricardo Barros (PP-PR), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e General Peternelli (PSL-SP).

Cinco deles têm empresários entre seus três maiores doadores de campanha – algo que passou a ocorrer depois de 2015, quando as empresas foram oficialmente proibidas de fazer repasses a campanhas políticas.

O Tribunal Superior Eleitoral mostra que dois deputados doaram para si em 2018: JHC (PSB) e General Peternelli (PSL). Além disso, o candidato do PSL também teve o financiamento coletivo como uma das três maiores fontes de doação, assim como o candidato do Novo, Marcel Van Hattem.

Veja quem foram os três maiores doadores de cada um dos candidatos a liderar a Câmara:

Gastos de campanha (Câmara)
Dos sete deputados que disputam a presidência da Casa, Rodrigo Maia foi o que teve mais despesas nas eleições de 2018: R$ 2.390.583,56. O segundo foi Fábio Ramalho, com um gasto de R$ 2.046.600,79. Veja na tabela a seguir o detalhamento de cada candidato:

Senado Federal
Oito senadores disputam a presidência da Casa. São eles: Renan Calheiros (MDB), Major Olímpio (PSL), Esperidião Amin (PP), Tasso Jereissati (PSDB), Davi Alcolumbre (DEM), Álvaro Dias (Podemos), Ângelo Coronel (PSD) e Reguffe (Sem partido).

Embora a renovação do Senado tenha sido a maior de sua história nas eleições de 2018, grande parte dos candidatos à presidência da Casa se elegeu em 2014. Cinco foram eleitos naquele ano e quatro, em 2018. Em 2014, ainda era possível que empresas doassem para as campanhas – o que influencia diretamente na leitura a seguir. Conheça quem são os principais doadores de cada um deles:

Gastos de campanha (Senado)
Os três candidatos à presidência do Senado que mais gastaram para se eleger são Tasso Jereissati, Álvaro Dias e Renan Calheiros. O candidato que menos gastou é um novato na Casa: Major Olímpio. Veja a seguir o valor da campanha de todos eles:

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