PT e PCdoB se unem e definem chapas no Rio de Janeiro e em São Luís

Benedita terá como vice a comunista Enfermeira Rejane, e o petista Honorato Fernandes será vice de Rubens Junior na capital maranhense

atualizado 15/09/2020 17:50

Lula e governador do Maranhão, Flávio DinoRicardo Stuckert

O PCdoB decidiu não ser cabeça de chapa e apoiar a candidatura de Benedita da Silva (PT) à Prefeitura do Rio de Janeiro, nas eleições municipais deste ano. A legenda deverá confirmar o nome da deputada estadual Rejane de Almeida, conhecida como Enfermeira Rejane, como vice da petista, em convenção marcada para esta quarta-feira (16/9).

O acordo foi firmado no início dessa semana e envolveu as cúpulas das duas legendas, que trocaram apoios ainda ao indicado pelo governador do Maranhão, Flávio Dino, para disputar a prefeitura de São Luís. O candidato Rubens Júnior terá como vice o petista Honorato Fernandes, vereador na capital maranhense e presidente do PT local.

Rejane pretendia ser cabeça de chapa, mas acabou acatando a decisão do partido. Em uma carta enviada à militância do PCdoB, nesta terça, ela disse que uma orientação nacional resultou em uma “nova conformação num processo de aliança e de retirada do protagonismo do partido na disputa pela Prefeitura do Rio”.

“Acato a decisão de meu partido de retirar minha candidatura à prefeita do Rio, cidade que está gravada no meu coração e mente e é parte de minha identidade”, disse a deputada na carta.

O acordo chegou a ser anunciado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em suas redes sociais. “O PT vai estar junto com outros partidos em muitas cidades. Agora mesmo acabamos de confirmar que o @PCdoB_Oficial vai estar com a @dasilvabenedita no Rio de Janeiro e nós vamos apoiar o candidato do @FlavioDino no Maranhão. Vamos com @rubenspereirajr em São Luís”, informou o ex-presidente, que participou pessoalmente da construção do acordo.

No Rio, o PT havia primeiramente firmado acordo com o PSol para apoiar a candidatura do deputado federal Marcelo Freixo. O nome de Benedita só foi escolhido após a desistência de Freixo da disputa. Ela tinha um acordo para ser vice da candidatura do PSol.

Contradições

As alianças anunciadas nesta terça guardam proximidade ideológica, diferentemente de algumas coligações já definidas pelo partido, “considerando as realidades locais”, que têm sido alvos de duros questionamentos nas redes sociais. Uma delas é o apoio à reeleição do prefeito Waguinho (MDB), em Belford Roxo.

Em 2018, ele foi um dos únicos prefeitos da Baixada Fluminense a pedir votos para Bolsonaro e esteve no lado oposto ao do PT na disputa municipal de 2012. No entanto, o apoio do PT à sua candidatura foi aprovada pelo diretório nacional do partido no fim de agosto.

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Outro caso do tipo ocorre em Juazeiro do Norte, onde o prefeito Arnon Bezerra (PSL) terá como vice o petista Gabriel Santana.

Já em Cajati, cidade com menos de 30 mil habitantes do Vale do Ribeira, em São Paulo, o comerciante Renato Bolsonaro, o irmão do presidente Jair Bolsonaro, anunciou apoio ao ex-prefeito do município Vavá Cordeiro (PSB), em aliança que também conta com apoio do PT.

 

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