PT decide não apoiar CPI da Petrobras: “Cortina de fumaça”

Informação foi confirmada ao Metrópoles pela presidente do partido, Gleisi Hoffmann. Líder na Câmara também rejeita a comissão

atualizado 20/06/2022 18:48

Reginaldo LopesPaulo Sergio/Câmara dos Deputados

A bancada do PT na Câmara dos Deputados se reúne, nesta terça-feira (21/6), e deverá formalizar a decisão de rejeitar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Petrobras. A instauração do colegiado foi sugerida pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) após anúncio da petroleira de novo aumento nos combustíveis.

De imediato, a iniciativa foi bem recebida tanto por governistas quanto por opositores no Congresso Nacional. Agora, contudo, o PT encaminhou a retirada do apoio à comissão.

Conforme apurado pelo Metrópoles, a tendência é de que a bancada seja contra a CPI da Petrobras. A avaliação é de que a instalação do colegiado não irá contribuir para a solução para a crise.

A informação foi confirmada pelo líder do PT na Câmara, deputado Reginaldo Lopes (MG) e pela presidente nacional do partido, a também deputada federal Gleisi Hoffmann (PR). “Eu não apoio a CPI e O PT também não apoia”, cravou Gleisi.

“Nosso objetivo é acabar com com PPI que não deixa baixar os preços dos combustíveis e o que o Bolsoanaro quis fazer é demagogia para acabar com a Petrobras”, defendeu Lopes.

Lopes afirmou se tratar de uma “cortina de fumaça para o real problema dos combustíveis”. “Isso que o Bolsonaro fez, de propor uma CPI da Petrobras, é a mesma coisa da receita de cloroquina. Ou seja, cortina de fumaça para não investir em vacinas para acabar com a pandemia”, criticou.

Bancada no Senado

Líder da minoria no Senado Federal, o petista Jean Paul Prates (RN) definiu a criação da CPI como um “balão de ensaio”. A renúncia de José Mauro Coelho, de acordo com o parlamentar, “é mais uma trapalhada que afeta a credibilidade da empresa e gera ganhos para especuladores que têm faturado muito neste governo com atitudes que desconsideram as leis e a regulamentação do mercado acionário.”

Caso a referida comissão seja instalada, Prates afirma que “a oposição trabalhará para que ela demonstre os malfeitos desse governo na gestão da Petrobras que privilegia unicamente os acionistas e esquece do principal motivo de existência de uma empresa que é o consumidor”. Veja a nota completa do senador:

A bancada do PT no Senado avaliou nesta segunda-feira a possibilidade de uma CPI sobre a Petrobras, levantada por Bolsonaro e pelo presidente da Câmara, Arthur Lira. Tudo indica que este balão de ensaio foi uma tentativa de pressionar pela demissão de José Mauro Coelho da empresa. O anúncio de sua renúncia, aliás, em meio ao pregão da Bolsa aberto, é mais uma trapalhada que afeta a credibilidade da empresa e gera ganhos para especuladores que têm faturado muito neste governo com atitudes que desconsideram as leis e a regulamentação do mercado acionário.

O Governo Federal propôs uma CPI. Se instalada, a oposição trabalhará para que ela demonstre os malfeitos desse governo na gestão da Petrobras que privilegia unicamente os acionistas e esquece do principal motivo de existência de uma empresa que é o consumidor. Resolver o problema dos preços dos combustíveis passa apenas por uma decisão política de valorizar o papel social da empresa em detrimento do exagerado lucro dos acionistas. Já apresentamos diversas propostas como a Conta de Estabilização de combustíveis e o Imposto de Exportação. O governo escolheu se omitir. Em breve traremos ao Congresso mais projetos: o principal pretende reforçar o controle social da Petrobras como previsto na Lei das Estatais, para que ela faça aquilo que foi criada para fazer: ser uma empresa pública, que pensa no povo Brasileiro.

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