PSL: gráficas não têm registro de serviço feito a candidatas laranja

A Polícia Federal fez buscas nos endereços, mas não encontrou qualquer documento, como recibo ou ordem de serviço

Reprodução / Facebook

atualizado 05/05/2019 8:55

A Polícia Federal não encontrou indícios de que as gráficas apontadas na prestação de contas de candidatas laranja do PSL de Minas Gerais tenham, de fato, trabalhado para elas. Apesar de as concorrentes a uma vaga de deputada terem entregado notas fiscais à Justiça Eleitoral, os investigadores não identificaram qualquer registro, como recibo ou ordem de serviço. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Investigadores fizeram buscas em diversos endereços na última segunda-feira (29/04/2019). Com isso, aumentam as suspeitas de que essas mulheres mentiram na prestação de contas após o pleito de 2018. A PF faz, agora, a perícia nos computadores apreendidos durante a operação.

Em fevereiro deste ano, o jornal denunciou um esquema no PSL de Minas, então dirigido pelo ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, para usar candidaturas laranja com o objetivo de desviar recursos de campanha. Essas mulheres foram convidadas a concorrer a uma vaga em 2018, mas, em troca, elas deveriam devolver à direção da sigla parte do dinheiro recebido do Fundo Eleitoral.

Ao menos quatro delas prestaram depoimento para denunciar o esquema. Uma das candidatas disse que foi chamada ao gabinete do próprio ministro para tratar do assunto. Outras afirmaram ter tratado do assunto com assessores de Álvaro Antônio.

Esquema semelhante tem sido investigado no PSL de Pernambuco. O caso veio à tona em fevereiro e levou o presidente Jair Bolsonaro (PSL) a demitir o então ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, então presidente nacional da legenda.

O ministro do Turismo, até agora, tem negado todas as acusações contra ele. À Folha, ele informou que é natural não encontrar nenhum material nas gráficas, pois tudo foi usado durante a campanha eleitoral. O PSL de Minas deu uma resposta semelhante e disse ser “estranho” que houvesse algo ainda nos endereços.

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