Propina pagou até cachorro-quente em festa do filho de Sérgio Cabral

As “mesadas” eram pagas por empreiteiras ao ex-governador do Rio de Janeiro. PF estima que prejuízo ultrapassa os R$ 224 milhões

atualizado

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Sérgio Cabral 3
1 de 1 Sérgio Cabral 3 - Foto: Divulgação

Em troca de contratos, empreiteiras pagavam “mesadas” de até R$ 500 mil ao ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. Com o dinheiro em mãos, o político bancava viagens internacionais, refeições em restaurantes caros, joias e até mesmo cachorro-quente para festa de aniversário do filho. As informações são dos integrantes do Ministério Público Federal (MPF) que fazem parte da força-tarefa da Lava Jato

Preso nesta quinta-feira (17/11) durante a Operação Calicute, desdobramento da Lava Jato, pela Polícia Federal, Cabral é suspeito de desviar dinheiro de obras do governo estadual feitas com recursos federais. A propina era chamada carinhosamente de “oxigênio” entre os envolvidos no esquema. Os policiais estimam que o prejuízo ultrapasse os R$ 224 milhões.

O Ministério Público Federal afirma que “a partir do aprofundamento das investigações dos casos da Lava Jato no Rio de Janeiro, especialmente da Operação Saqueador e das colaborações de executivos das empreiteiras Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia, entre outras provas colhidas, descortinou-se amplo esquema de corrupção e lavagem de dinheiro”.

“Tal esquema consubstanciava o pagamento de expressivos valores em vantagem indevida por parte das empreiteiras ao ex-governador Sérgio Cabral e a pessoas do seu círculo para que fossem garantidos contratos de obras com o Governo do Estado do Rio de Janeiro”, diz a nota da Procuradoria.

Obras contratadas
As investigações apontam para a prática de corrupção na contratação de obras conduzidas no governo de Sérgio Cabral, entre elas a reforma do Maracanã para receber a Copa de 2014, o denominado PAC Favelas e o Arco Metropolitano, financiadas ou custeadas com recursos federais.

De acordo com a Procuradoria, apura-se que além das já mencionadas empreiteiras Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia, outras empresas consorciadas para a execução das obras também teriam efetuado pagamentos de valores solicitados a título de propina.

“Foi identificado que integrantes da organização criminosa de Sérgio Cabral amealharam e lavaram fortuna imensa, inclusive mediante a aquisição de bens de luxo, assim como a prestação de serviços de consultoria fictícios”, informou o Ministério Público Federal. (Com informações da Agência Estado)

 

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