Presidente de comissão diz que nova CPMF pode contaminar reforma tributária

Senador Roberto Rocha disse que "não há ambiente político" para a recriação do imposto

atualizado 23/09/2020 12:09

Diógenis Santos/Agência Câmara

O senador Roberto Rocha (PSDB-MA), presidente da Comissão Mista da Reforma Tributária no Congresso Nacional, disse que “não há ambiente político” para a recriação da nova CPMF. Para ele, ressuscitar o antigo imposto dos cheques numa nova modalidade poderia “contaminar” a reforma.

A declaração foi dada na entrada do elevador do Palácio do Planalto, nesta quarta-feira, antes de Rocha se reunir com o articulador político do governo, ministro Luiz Eduardo Ramos (secretário de governo), e o presidente Jair Bolsonaro.

A nova CPMF foi levantada pela equipe econômica como alternativa para desonerar a folha salarial de empresas. A ideia inicial era de que a alíquota básica ficasse perto dos 0,38% da antiga contribuição provisória.

Segundo estimativas feitas pelo relator da reforma no ano passado, a desoneração poderia custar até R$ 125 bilhões ao ano para a União.

“Na realidade, não é criar um imposto o que o governo quer, o governo quer é desonerar a folha. A maneira que encontra para desonerar a folha é criando esta movimentação financeira. Ou faz assim ou aumenta no IVA, aumentando a carga tributária. Mas este é um assunto delicado, que não me parece oportuno discutir agora, neste momento”, disse o senador.

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