Presidência quer cercar Palácio do Jaburu com arames farpados

Segundo avaliações do Gabinete de Segurança Institucional, há chances de protestos contra as autoridades do Poder Executivo

atualizado

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Divulgação/Presidência
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1 de 1 x1entrada.jpg.pagespeed.ic.ElgEt3kL1Z - Foto: Divulgação/Presidência

Todo o perímetro do Palácio do Jaburu, onde mora o presidente Michel Temer, deve ser cercado por arame farpado. A Presidência alega que o Jaburu tem “pontos vulneráveis”, diz que “redobrou” a segurança e cita risco de protestos e convocações de manifestações em redes sociais. O intuito é defender a restrição de acesso ao local. A previsão é que seja desembolsado R$ 81,3 mil na obra. A informação é exclusividade do jornal “O Globo“.

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) fez avaliações, baseadas em um relatório específico para o Jaburu, em que constam três editais para comprar arame farpado, restaurar grades e até adquirir tenda para os seguranças da residência oficial da família Temer. O leilão será realizado na próxima terça-feira (5/12).

De acordo com a reportagem, depois da tentativa de invasão ao palácio no começo de julho, a pista que passa em frente ao Jaburu — e o liga ao Alvorada — tem bloqueio para veículos 24 horas por dia. A um custo de R$ 81,3 mil, o 1,9 km de concertina, em todo o perímetro do Jaburu, combateria “pontos de vulnerabilidade” do atual cercamento — que tem apenas grades, sem superfícies pontiagudas.

“Diariamente, são noticiadas em mídias sociais iniciativas de grupos no sentido de convocar manifestações contra as autoridades do Poder Executivo, que podem direta ou indiretamente atentar contra a segurança das instalações da Presidência da República”, alerta o GSI, ministério que cuida da segurança do presidente.

Segundo o texto, a Pasta também cita que “diversas manifestações populares ocorridas nos últimos anos na cidade de Brasília, bem como em outras capitais brasileiras, têm provocado um aumento considerável dos riscos de danos ao patrimônio público”.

“O DSEG (Departamento de Segurança Presidencial), por meio da Coordenação Geral de Segurança de Instalações, passou a redobrar as medidas de controle e segurança”, alega o GSI na licitação que prevê R$ 13,7 mil para comprar tenda para os militares no Jaburu. Foram mencionadas também a invasão do Alvorada, em junho, e a tentativa de invasão do Jaburu, em julho.

Em 28 de junho, um menino de 15 anos derrubou, com o carro dos pais, os portões do Alvorada, que está vazio. Ele entrou no palácio e foi detido somente no terceiro andar do prédio. Três dias depois, uma mulher tentou pular a cerca do Jaburu. Após duas semanas, o GSI abriu licitação para comprar 16 bastões elétricos não letais, lanternas e binóculos, a um preço estimado de R$ 16,4 mil.

MPF
“O Globo” afirma, que o Ministério Público Federal (MPF) recomendou, no fim de agosto, que palácios de Brasília retirassem todas as grades metálicas que os cercam. O documento considerou orientações do projeto urbanístico da capital, que foi reconhecida como Patrimônio da Humanidade em 1987 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Somente o Palácio do Buriti, do governo local, seguiu a recomendação. O GSI defendeu ao MPF a continuidade das cercas no Planalto, onde Temer trabalha, e lançou, neste mês, edital para restaurar as grades, alegando que são de “profunda importância” para eliminar “riscos” à proteção do palácio.

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