Por impeachment, grupo monta acampamento na porta da casa de Renan
Com bandeiras e carro de som, manifestantes cobram agilidade na votação do processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff
atualizado
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Cerca de 15 pessoas voltaram a pressionar o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a acelerar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na manhã desta quarta-feira (20/4). Eles começaram a montar um acampamento em frente à residência oficial do senador, na Península dos Ministros, na QL 12 do Lago Sul. A instlação deve servir de base para os manifestantes a partir da próxima segunda (25) – quando está previsto o início dos trabalhos da comissão do impeachment no Senado.
O grupo levanta a bandeira do Solidariedade, partido que teve 14 deputados favoráveis ao impedimento na votação do último domingo (17), na Câmara dos Deputados. De acordo com o organizador do ato, Carlos Lacerda, o objetivo é pressionar Calheiros. “O Brasil está parado, não podemos mais esperar. Não dá para ter só duas sessões por semana”, afirmou.De acordo com Lacerda, o número de manifestantes em frente à residência oficial deve aumentar na semana que vem. “A partir de segunda, vamos descer com a tropa toda”, garantiu. Na segunda (18), o movimento já havia estacionado um carro de som na porta da casa do senador.
A Polícia Militar foi acionada pela Polícia do Senado Federal para monitorar o ato. De acordo com a corporação, a manifestação é livre, mas, devido ao momento político que o país enfrenta, eles devem atuar para garantir a segurança de todos. No entanto, o som que fazia barulho em frente à casa do senador foi suspenso, uma vez que se encontra em área residencial.
Votação no Senado
O parecer do impeachment aprovado na Câmara foi lido nessa terça-feira (19) no Senado. O presidente da Casa marcou para a próxima segunda a votação da escolha dos membros da comissão especial do impeachment. A expectativa é que os senadores votem a abertura do processo no início de maio.
Caso os parlamentares aceitem a denúncia, Dilma será afastada por 180 dias. O vice-presidente Michel Temer (PMDB) assume o cargo nesse período. É necessária maioria simples em uma sessão com, no mínimo, 41 parlamentares.
Passado esse tempo, há um julgamento final no Senado. Nesse caso, são necessários dois terços dos senadores, ou seja, 54, para que Dilma perca o cargo definitivamente.
