Planilhas da Odebrecht citam mais de 200 políticos e valores recebidos

O documento veio a público nesta terça-feira (23/3) e foi apreendido na 23ª fase da operação Lava Jato. Entre os parlamentares citados, estão Aécio Neves, Humberto Costa e Eduardo Campos. Os apelidos são hilários

atualizado 23/03/2016 13:07

Divulgação/Agência Brasil

Sérgio Moro, responsável pela operação Lava Jato, tornou públicos nesta terça-feira (22/3) alguns dos documentos apreendidos pela Polícia Federal (PF) na 23ª fase da operação, batizada de Acarajé. Lá estão listados possíveis repasses da Odebrecht para mais de 200 políticos distribuídos, por 18 partidos políticos diferentes. As informações são do blog do Fernando Rodrigues, do portal UOL.

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Entre os nomes citados, há políticos da base governista e da oposição. Aécio Neves (PSDB), Romero Jucá (PMDB), Eduardo Campos (PSB), morto em 2014, e Humberto Costa (PT) estão entre eles. Os codinomes dados aos supostos beneficiados chamam a atenção. Jaques Wagner é o Passivo, Renan Calheiros é o Atleta, Lindbergh Farias é o Lindinho, Eduardo Cunha é Carangueijo, Manuela D’Ávila é Avião, Jarbas Vasconcelos Júnior é Viagra.

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Os documentos estavam em posse de Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, uma das empresas investigadas na Lava Jato. Entre os papéis, estão planilhas que listam, com riqueza de detalhes, nomes de políticos e valores de possíveis propinas. Os papeis ainda estão em investigação e, portanto, não devem ser considerados como prova de crime por enquanto.

Boa parte da documentação diz respeito à campanha eleitoral de 2012, momento em que foram eleitos prefeitos e vereadores. As informações encontradas no Sistema de Prestação de Contas Eleitorais (SPCE), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não correspondem às contas apresentadas nas tabelas.

Arquivo 1

Arquivo 2

Arquivo 3

Arquivo 4

Arquivo 5

Arquivo 6

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