Pivô da queda de Geddel no governo Temer é eleito deputado no RJ

Marcelo Calero (PPS) teve 50.533 votos. Ex-ministro da Cultura de Temer, defendeu a ética e a renovação política na campanha eleitoral

atualizado 08/10/2018 13:00

Depois de deixar Brasília às pressas provocando a primeira grande crise política do governo Michel Temer, Marcelo Calero retornará a Brasília em 2019 como deputado federal do Rio de Janeiro eleito pelo PPS, embalado por bandeiras em defesa da ética e renovação na política.

“Foi a vitória de uma nova forma de ver a política. Efetivamente, como o lugar da prevalência do interesse público, não do compadrio”, disse ao Metrópoles na manhã desta segunda-feira (8/10), enquanto parecia ainda assimilar o mandato conquistado.

Para o primeiro mandato como deputado federal, o ex-ministro recebeu 50.533 votos (0,65%). O candidato a deputado mais votado no Rio de Janeiro nas eleições deste ano foi Helio Fernando Barbosa Lopes (PSL), correligionário do presidenciável Jair Bolsonaro, com 345.234 votos (4,47%). No total, foram eleitos 46 deputados federais no estado. Em 2010, então pelo PSDB, a tentativa de Calero de chegar à Câmara dos Deputados fracassou com 2.252 votos recebidos.

Após seis meses tumultuados à frente do Ministério da Cultura, sofrendo resistências do setor, Calero deixou o governo Temer, em novembro de 2016, acusando o ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima (MDB), preso pela Polícia Federal (PF), de pressioná-lo para que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan liberasse a construção de um prédio em área tombada de Salvador.

Diplomata licenciado do Itamaraty, Calero participou do projeto Renova Brasil, apoiado por personalidades como Luciano Huck e Abílio Diniz. Antes de se engajar na campanha eleitoral feita em redes sociais, nas ruas e em encontros com eleitores, o deputado eleito dedicou-se a um mestrado em ciência política na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) sobre o pensamento de Lima Barreto.

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