PGR envia ao STF acordo de delação premiada do operador Lúcio Funaro

Para ter validade, os depoimentos precisam ser homologados pelo ministro Edson Fachin

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE
Lúcio Bolonha Funaro
1 de 1 Lúcio Bolonha Funaro - Foto: HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (29/8), o acordo de delação premiada do operador financeiro Lúcio Funaro, que está preso há mais de um ano no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Para ter validade, os depoimentos precisam ser homologados pelo ministro Edson Fachin.

Funaro é processado pela Justiça Federal em Brasília em três investigações da Polícia Federal — Greenfield, Sépsis e a Cui Bono — que envolvem suspeitas de desvios de recursos públicos e fraudes na administração de quatro dos maiores fundos de pensão de empresas públicas do país: Funcef (Caixa), Petros (Petrobras), Previ (Banco do Brasil) e Postalis (Correios). O empresário também foi citado nas delações da JBS.

Funaro é testemunha-chave em processos que envolvem o presidente Michel Temer, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e os ex-ministros Henrique Eduardo Alves e Geddel Vieira Lima, ambos do PMDB.

Denúncias
Segundo os investigadores, Funaro atuou com Eduardo Cunha entre 2011 e 2015 e conhece cada operação financeira apontada como criminosa pelos procuradores da República. Ele é acusado pelo MPF de cobrar propina a empresários interessados em conseguir empréstimos do Fundo de Investimentos do FGTS, o FI-FGTS. Caiu na Lava Jato a partir da delação do ex-vice-presidente da Caixa Econômica Fábio Cleto.

Cleto contou aos investigadores que Cunha ficava com a maior parte da propina afanada do fundo (80%). Funaro ficava com 12%, enquanto os 8% restantes eram divididos entre o próprio Cleto e o empresário Alexandre Margotto, apontado como ex-assessor de Funaro. Em troca de uma janela para a liberdade, o doleiro está prestes a admitir a parte que lhe cabe no esquema e tipificar a atuação de vários outros políticos e empresários.

O operador tem, por exemplo, detalhes sobre os bastidores da construção do residencial La Vue, que motivou a queda do ex-ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, da gestão Temer. E se diz capaz de desestabilizar o governo federal a partir dos relatos sobre o papel de cada um dos políticos citados em esquemas de corrupção. (Com informações da Agência Brasil)

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?