Paulinho acusa governo de oferecer R$ 2 mi por voto contra impeachment

Um dos principais críticos do governo federal, o presidente nacional do Solidariedade não apresentou qualquer prova

atualizado

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Antonio Cruz/Agência Brasil
Paulinho da Força
1 de 1 Paulinho da Força - Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Um dos principais críticos do governo Dilma Rousseff, o presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força (SP), acusou o Palácio do Planalto, sem apresentar qualquer prova, de oferecer R$ 2 milhões para um deputado votar contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff e R$ 400 mil para outro faltar à votação, prevista para ocorrer entre os próximos dias 15 e 17. Ele fez as acusações nesta terça-feira (5/4), sem provas e recusou-se a dizer quem foram os alvos das supostas investidas do governo.

Inicialmente, o deputado foi questionado sobre a intenção do governo de negociar cargos agora, mas só entregá-los após a votação do impeachment. “Mais ou menos o que o PT faz a vida toda: engana todo mundo. Então, os parlamentares que estão neste troca-troca, têm que saber disso, que o governo oferece, mas não cumpre”, afirmou.

Em seguida, emendou: “Até porque, se cumprir, imagina como será depois. Pagar R$ 400 mil para um deputado ficar em casa para não vir votar. Em seguida, como ela governa o Brasil com menos de 171 votos? Ou seja, caos no País”, disse Paulinho, em entrevista gravada, no final desta manhã.

Em seguida, questionado sobre a denúncia, reafirmou que “está oferecendo” o valor a um deputado e completou afirmando que “ontem, ofereceram R$ 2 milhões para um deputado só”. Abordado pelos jornalistas, disse que o valor era para que se votasse contra o impedimento da petista.

Mesmo sob insistência dos jornalistas, Paulinho recusou-se a dizer quem eram os deputados supostamente abordados por interlocutores do Palácio do Planalto. O presidente do Solidariedade disse ainda que, a partir desta quinta-feira (7), partidos de oposição colocarão carros de som diante das residências de deputados que se dizem indecisos e daqueles contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.

De acordo com ele, há 39 indecisos e entre 90 e 95 contra o impedimento. Paulinho disse que os partidos de oposição irão arcar com os custos dos carros de som na frente das moradias nos Estados e em Brasília. “Não sei como pagar ainda, mas, provavelmente, com fundo partidário”, afirmou nesta manhã.

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