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Para Mourão, 30% dos congressistas não sabem onde fica a “curva do A”

Na avaliação do futuro vice-presidente, outros 30% dos parlamentares realmente são esclarecidos e parcela de 40% é a “meiuca”

atualizado

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1 de 1 GeneralMourão03-e1446200590662 - Foto: Reprodução

O futuro vice-presidente do Brasil, general Hamilton Mourão, criticou o desconhecimento de parlamentares sobre a realidade brasileira. Na sua visão, 30% dos congressistas não sabem “nem onde fica a curva do A”. A declaração foi dada em entrevista ao jornal Valor Econômico, publicada nesta sexta-feira (28/12).

“Você tem ali [no Congresso] – como em qualquer grupo social – tem 30% que são realmente esclarecidos, tem 40% que é a ‘meiuca’ que vai para onde sopra o vento, e mais 30% que não sabe nem onde é a curva do A”, destacou o vice do futuro presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL).

Ele defendeu que a próxima administração adote uma postura de “persuasão” com relação aos congressistas, em oposição ao chamado “presidencialismo de coalizão”, no qual o apoio ao Executivo é costurado mediante a divisão de nacos do Estado com grupos e partidos.

“Vai ser um governo de persuasão. A gente tem de mostrar para eles (congressistas) a responsabilidade que eles têm. Não querendo jogar a população contra, mas é tentar ser mais coerente”, prosseguiu.

Outro alvo de críticas do futuro vice foi o Supremo Tribunal Federal (STF), que recentemente recebeu aumento de 16,38% que tem efeito cascata no funcionalismo público, com estimativa de aumento de gastos da ordem de R$ 4 bilhões anuais para os cofres públicos.

“Acho que eles (ministros) não conhecem (a realidade brasileira). Sou favorável a que o presidente vá lá um dia e explique que se os senhores aprovam medidas dessa natureza, vamos cada vez mais nos encalacrar. Levaria o ministro da economia a tiracolo”, afirmou.

Reformas
Durante a entrevista, o vice de Bolsonaro também falou sobre os planos do futuro governo relativos à reforma tributária. Para ele, a iniciativa deve estar “atrelada à reforma do estado”, que teria como objetivo deixar mais recursos nas mãos dos estados e municípios.

“Temos que colocar o recurso o mais cedo possível nas mãos do estado e do município, e não ficar distribuindo migalhas. Caberá ao Governo Central ficar com menos recursos na mão dele”, justificou ao ressaltar que os governadores e prefeitos sabem de forma mais precisa das carências e necessidades da população dos seus estados.

Outro ponto defendido pelo vice é a desvinculação das receitas. Ou seja, caberia ao presidente e ao Congresso definirem o destino do orçamento. Atualmente, algumas áreas como Saúde e Educação tem percentuais mínimos de investimento do Estado garantidos pela Constituição.

“A Constituição diz que tanto vai pra Saúde, outro tanto para a Educação. A Constituição foi feita na saída do que foi o período militar, quando várias corporações estavam batalhando um naco. Então se colocou coisa demais na Constituição. A Constituição da forma como está engessa o país”, finalizou.

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