Olavo de Carvalho acusa Bolsonaro de ser “mais desastrado que Ciro Gomes”

Guru da ala radical do governo está pressionado pelo boicote pedido pelo perfil Sleeping Giants a empresas que patrocinam seu conteúdo

atualizado 07/09/2020 19:20

Fiolósofo Olavo de CarvalhoReprodução/ redes sociais

O escritor Olavo de Carvalho, guru da franja mais radical do bolsonarismo, está sob intensa pressão nas redes sociais, e, sem se sentir apoiado pelo governo que acredita ter ajudado a eleger, voltou a cobrar o presidente Jair Bolsonaro.

“Senhor Presidente: Ou você faz algo para defender os seus defensores, ou terei de, CONTRA A MINHA VONTADE, considerá-lo um BUNDÃO”, escreveu no Facebook o professor on-line de filosofia, em meio a uma série de outros ataques desde a tarde de domingo (6/9) e ao longo do feriado (7/9).

“Essa porra desse governo cagão tem medo até de investigar quem é o dono do Sleeping Giants”, atacou ele em outra postagem, referindo-se a um perfil no Twitter que pressiona empresas a não patrocinarem conteúdos do guru na internet, mostrando que ele é fonte de notícias falsas e teorias da conspiração sobre o coronavírus, por exemplo.

Veja as postagens de Olavo de Carvalho neste feriado de 7 de setembro:

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Apoio mantido

Apesar do tom das cobranças, Olavo garante que não está passando para a oposição ao governo Bolsonaro. “Não, seus bostas, não passei para o outro lado. Posso até cagar na cabeça do Bolsonaro, mas aos inimigos dele não concedo sequer um cocozinho”, escreveu o guru, com seu linguajar característico.

Para Olavo, Bolsonaro “é o melhor administrador que este país já teve, mas em matéria de guerra política ele é ainda mais desastrado do que o Ciro Gomes. Um professor de impotência.”

As críticas de Olavo a Bolsonaro têm crescido à medida que o olavismo perde relevância no governo. O guru não perdoa Bolsonaro, por exemplo, por não mobilizar a estrutura do Estado para defender a extremista Sara Winter, que foi presa em junho, numa onda de decisões judiciais que acabou com o grupo político liderado por ela, os 300 do Brasil.

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