“O governo que está aí promove a discórdia”, dispara Simone Tebet

Senadora sul-mato-grossense afirmou que está "pronta" e "preparada para ser a nova presidente do Brasil"

atualizado 08/12/2021 14:26

Pré-candidata à Presidência da República, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) afirmou, nesta quarta-feira (8/12), que “está pronta” e tem “condições de ser a próxima presidente”. “Não só estou pronta, mas temos condições de sermos no futuro a próxima presidente da República. Sinto-me preparada para ser a nova presidente do Brasil”, disse a parlamentar, que teve a pré-candidatura homologada pelo MDB nesta manhã.

Em discurso, Simone disse estar emocionada com o apoio do partido para as disputas ao Palácio do Planalto nas próximas eleições, criticou o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) e a “polarização política”.

“Estou emocionada. O destino faz com que meus companheiros do MDB me deem a mais honrosa e difícil missão da minha vida. Aprendi com o MDB que missão não se escolhe, se cumpre”, enfatizou.

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Segundo Tebet, a “missão” dela tem o clamor da urgência. “Urgência porque o nosso povo está morrendo de fome, depois de centenas de milhares de brasileiros terem morrido em decorrência de uma política negacionista e insensível. Enquanto nos lares faltam cidadãos brasileiros, nas ruas nós temos o cenário da indigência total”, prosseguiu a senadora.

Simone se lança pré-candidata como nome alternativo ao do atual presidente e à candidatura do ex-presidente Lula (PT). Ao longo da sua fala, porém, focou as críticas na atual gestão.

“O governo que aí está cria crises artificiais, promove a discórdia, a polarização, quer aniquilar as minorias que são hoje vítimas do gabinete do ódio, que tenta impedir o pensamento crítico, a oposição e o pensamento livre. Não vão conseguir”, disse, ressaltando que a Presidência “não pode mais estar à mercê de aventureiros, de outsiders”.

“Ponto de equilíbrio”

O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi (SP), também teceu críticas ao governo federal e defendeu a candidatura da emedebista como “ponto de equilíbrio”. “Precisamos de equilíbrio na economia, na política, na vida. O país está sem uma agenda”, criticou.

“O Brasil abraçou o ponto de equilíbrio. Elegemos o maior número de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores. Temos a maior bancada no Senado Federal e uma grande bancada na Câmara dos Deputados. Temos o maior número de deputados estaduais do Brasil. Isso tudo se deu através do voto, da nossa luta pela democracia”, completou o deputado.

Baleia afirmou que o “país não aguenta mais essa polarização”.

“Não aguenta mais essa política do ódio, essa política de colocar uns contra os outros. Não queremos salvadores da pátria, não queremos heróis fabricados. Nós precisamos de equilíbrio. Hoje, essa briga ideológica que mais parece briga de torcida organizada deixou problemas sérios para nossa população. A vida, hoje, está pior do que antes. Por isso, estamos apresentando uma pessoa que simboliza a seriedade, a modernidade”, finalizou.

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