No Planalto, Bolsonaro assiste a vídeo de campanha, chora e deixa cerimônia

Presidente participou de evento em homenagem póstuma ao músico Pinto de Acordeon, morto em julho, vítima de um câncer

atualizado 01/09/2020 19:43

Reprodução/TV Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chorou e deixou uma cerimônia no Palácio do Planalto antes do fim nesta terça-feira (1º/9), após assistir a um vídeo da campanha eleitoral de 2018.

Durante evento em homenagem póstuma ao músico paraibano Pinto do Acordeon (veja mais abaixo), foi exibida uma peça de campanha com música apresentada pelo cantor.

Na gravação, é possível ver imagens de Bolsonaro em várias regiões do Brasil, inclusive em Juiz de Fora (MG), onde foi vítima de um atentado à faca.

Após a exibição do vídeo de campanha, Bolsonaro, em lágrimas, discursou e lembrou do episódio em que foi agredido com uma faca. Segundo ele, sua vida, bem como a vitória das eleições “foi a mão de Deus”.

“Tenho plena consciência da responsabilidade e daquilo que tenho que sacrificar, porque eu quero, assim como o Pinto do Acordeon, ser lembrado e deixar uma história onde se possa dizer: valeu a pena”, concluiu Bolsonaro, e deixou o evento antes do encerramento.

Veja:

Pinto do Acordeon

Durante cerimônia fechada à imprensa, o governo declarou o cantor e compositor como Patrimônio Cultural Brasileiro. Participaram do evento, além de Bolsonaro, ministros e secretários do governo, além de familiares do artista e outros convidados.

O músico paraibano morreu em julho, aos 72 anos, vítima de um câncer. De acordo com um de seus filhos, Pinto estava internado no Hospital da Beneficência Portuguesa, em São Paulo, desde janeiro, onde faleceu.

Francisco Ferreira Lima, conhecido como Pinto do Acordeon nasceu no município de Conceição, no Sertão paraibano.

O músico se tornou popular em apresentações junto com a trupe de Luiz Gonzaga. Durante sua trajetória, o cantor lançou 20 álbuns autorais.

Em 2018, durante a campanha eleitoral, o cantor fez uma mensagem musical publicitária para Bolsonaro. A peça foi a mesma exibida durante a cerimônia desta terça.

Em julho de 2019, a obra do cantor se tornou Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado da Paraíba.

Em setembro do mesmo ano, ele foi reconhecido com o título “Mestre das Artes Canhoto da Paraíba”. A homenagem foi oficializada pela Secretaria de Cultura do Estado através de uma publicação no Diário Oficial do Estado.

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