Mudança na PF do Rio de Janeiro reforça discurso de Moro, diz defesa

Advogado afirmou à colunista Bela Megale que alteração de comando na superintendência fluminense mostra tentativa de interferência

atualizado 04/05/2020 18:20

O advogado Rodrigo Rios, que representa o ex-ministro da Justiça Sergio Moro, afirmou nesta segunda-feira (04/05) que a mudança do comando da Polícia Federal do Rio de Janeiro reforça, na sua opinião, as acusações que o ex-juiz fez ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) quando deixou o governo. A declaração sobre a mudança ordenada pelo novo diretor-geral da PF, Rolando Alexandre de Souza, foi dada ao blog da Bela Megale, no jornal O Globo.

“As mudanças no seio da Superintendência do Rio de Janeiro reforçam a veracidade das declarações de Sergio Moro, em especial que o desejo de troca por parte do presidente não era exclusivamente direcionado à mudança de troca do diretor-geral”, afirmou Rios.

Empossado nesta segunda-feira, Souza trocou o comando da superintendência fluminense pouco após assumir o cargo. Ele convidou o atual titular da PF no estado, Carlos Henrique Oliveira, para assumir a direção-executiva da corporação – alçado à condição de “número dois”, ele abre caminho para uma nova indicação no Rio de Janeiro.

Rolando de Souza vai comandar a PF depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspender a nomeação do nome escolhido inicialmente por Bolsonaro, Alexandre Ramagem, chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O novo diretor-geral é braço direito de Ramagem e trabalhava, até então, como secretário de Planejamento da Abin.

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