Muçulmanos e judeus no Brasil divulgam nota de repúdio a Bolsonaro

Segundo grupo composto por cerca de 15 mil pessoas, união tem como objetivo "barrar toda forma de violência e de preconceito"

atualizado 05/10/2018 16:20

Daniel Ferreira/Metrópoles

Por uma causa comum, judeus e muçulmanos deixaram diferenças de lado e se uniram para manifestar repúdio ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Conforme informou a revista Época, 10 grupos dos dois segmentos religiosos assinaram juntos nota contra o candidato ao Palácio do Planalto.

“Nossa bandeira comum, como muçulmanos e judeus é barrar toda forma de violência, de preconceito e qualquer outro elemento que dê base ao projeto fascista desse homem e de seus seguidores”, afirmam membros das duas comunidades no texto assinado em conjunto, segundo o veículo. A soma dos quatro coletivos de muçulmanos e seis de judeus totalizam cerca de 15 mil pessoas.

Para Regina Márcia Oliveira de Faria, membro do grupo “Muçulmanas contra o fascismo”, comemora a união. “Somos, na grande maioria, brasileiras e brasileiros revertidos ao Islã. Registrar a nossa indignação com a realidade política e social a que estamos ‘submetidos’, é vital. Tão contundente quanto, nesse momento e a partir dele, somar em força e fé com a Comunidade Judaica que, de igual forma, não pode tolerar intolerância, desrespeito, formas e movimentos de separatismo e desigualdade”, afirma Regina.

“Juntamos forças e vamos juntos, por dias melhores a todas as criaturas. Particularmente, confesso uma enorme alegria nessa união de forças e coragem, junto às mulheres e homens da fé judaica”, completou.

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